- Lula afirmou que o Brasil continuará apoiando Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU, em conjunto com o México, mesmo após o Chile ter retirado o endosso oficial.
- A posição foi divulgada numa publicação nas redes sociais do presidente, no sábado (28).
- Ele destacou que Bachelet é altamente qualificada e tem o melhor currículo, citando sua experiência como ex-presidente do Chile e ex-alta comissária de direitos humanos da ONU.
- O processo de escolha do substituto de António Guterres começou em novembro de 2025; a definição deve ocorrer até o segundo semestre de 2026, com posse em 1º de janeiro de 2027.
- O Chile retirou o apoio após a entrada de José Antonio Kast no governo; o Brasil tem buscado ampliar apoio internacional para a candidatura de Bachelet.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou neste sábado o apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU, mesmo após o Chile retirar o endosso oficial. A mensagem foi publicada nas redes sociais de Lula.
Segundo o chefe do Executivo, o Brasil mantém o apoio em conjunto com o México, destacando a experiência da ex-presidente do Chile. Lula destacou que Bachelet é altamente qualificada e possui o melhor currículo para a função, ressaltando seu histórico como ex-presidente do Chile e ex-alta comissária de Direitos Humanos da ONU.
A posição brasileira ocorre em meio a uma tentativa de ampliar a coalizão a favor de Bachelet, com foco na representatividade do Sul Global na liderança da organização. A disputa pela sucessão de António Guterres deve se definir ao longo de 2026, com posse prevista para 1º de janeiro de 2027.
Chile retira apoio após mudança de governo
Nesta semana, o governo chileno informou que deixará de sustentar o endosso à candidatura de Bachelet. A decisão vem semanas após a eleição de José Antonio Kast, que marca uma guinada direita na política chilena.
A candidatura havia sido anunciada em fevereiro com apoio conjunto de Chile, Brasil e México, ainda durante o governo anterior de Boric. Com a transição, o novo governo optou por não manter o endosso formal, contribuindo para uma reconfiguração de alinhamentos na região.
A mudança ocorre num contexto de menor sintonia entre Brasília e Santiago. A ausência de participação de Lula na posse de Kast também foi interpretada como sinal de distanciamento entre os governos.
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