- Anne Hidalgo encerra 12 anos como prefeita de Paris, destacando a transformação da cidade com menos carros, mais pedestres e mais áreas verdes.
- A pedonalização da Voie Georges‑Pompidou ficou consolidada; hoje o trecho permanece fechado ao tráfego, e a cidade criou cerca de 1.500 km de ciclovias.
- A poluição do ar na capital foi reduzida pela metade, e o desenvolvimento de zonas com parques e jardins aumentou.
- A gestão acelerou projetos para a cidade, incluindo a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024 e a abertura de praias urbanas de Paris (Paris Plages) e banhos no Sena.
- Críticas acompanham o legado, com aumento da dívida municipal e acusações de autoritarismo, além de debates sobre gastos com roupas de alta-costura durante a cerimônia olímpica; Hidalgo afirma que o legado é de maior tranquilidade e qualidade de vida.
Anne Hidalgo encerra 12 anos à frente da Prefeitura de Paris, deixando a cidade sob uma transformação centrada em mobilidade, verde urbano e redução de violência. O legado inclui ruas pedonais, menos carros no centro e ampliação de áreas públicas junto ao rio Sena.
Durante o mandato, Hidalgo enfrentou críticas e elogios ao mesmo tempo. Promoveu a retirada gradual de carros do eixo central, elevou custos de estacionamento e criou uma malha de ciclovias de aproximadamente 1500 km, expandindo opções de transporte alternativo.
A gestão também expandiu áreas verdes: mais de 155 mil árvores plantadas e perto de 63 mil hectares de novos espaços. O objetivo era reduzir a poluição e tornar Paris mais saudável, especialmente para famílias jovens.
Foi sob sua liderança que Paris abriu para o público trechos históricos antes movimentados por automóveis, incluindo a intervenção que hoje mantém a Voie Georges-Pompidou fechada ao tráfego. As mudanças foram parte de uma estratégia maior para tornar a cidade mais pacífica.
A proximidade com o debate sobre ambiente ganhou fôlego com a candidatura aos Jogos Olímpicos de 2024. Segundo a prefeitura, a preparação acelerou projetos de infraestrutura, visando melhorias rápidas na mobilidade, no espaço público e na vida urbana.
A serviço de uma visão de cidade mais sustentável, Hidalgo destacou avanços como a possibilidade de nadar no Sena, projeto viabilizado durante a sua gestão, e que substituiu mal-estar histórico com oportunidades de lazer aquático urbano.
Entre resultados mensuráveis, a gestão aponta queda de poluição do ar e incremento de moradias sociais. Em 2024, publicações como Time e Forbes reconheceram Hidalgo como figura influente na luta climática. O Urban Land Institute também premiou Paris.
Por outro lado, críticos apontam aumento da dívida pública municipal, que subiu de 4,18 bilhões de euros em 2014 para estimados 9,7 bilhões no fim deste ano. Também há acusações de centralização de poder e desgaste com motoristas.
No encerramento do mandato, Hidalgo recebeu o afeto de apoiadores ao lado do novo prefeito Emmanuel Grégoire, que venceu a eleição e assume o cargo. Ela relata ter enfrentado misoginia e machismo ao longo de sua carreira política.
A ex-prefeita ressalta que decisões urbanas exigem visão, firmeza e disposição para enfrentar resistência. Em entrevista, comentou que cada cidade é única, mas questões comuns existem na luta contra o clima instável e as mudanças de hábitos.
Sobre seu legado, Hidalgo afirma ter promovido mais tranquilidade, áreas para pedestres e espaços verdes. Mesmo com críticas, diz que obras visíveis contribuíram para melhoria da qualidade de vida dos parisien.
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