- Investigações da Polícia Federal e do Congresso apontam governos petistas da Bahia como berço político do Banco Master, com a oposição usando a relação para desgastar o governo na corrida eleitoral de 2026.
- A origem envolve o CredCesta, cartão criado em 2007 pelo governo baiano para servidores estaduais; privatizado no governo Rui Costa e transformado em cartão de crédito consignado em parceria com o Banco Master, com suspeitas de favorecimentos irregulares.
- Jaques Wagner é citado: a BK Financeira, sediada em Salvador, recebeu 11 milhões do Banco Master para indicar novos convênios; uma das sócias é nora do senador, e aliados teriam indicado ex-ministros de governos petistas para consultorias milionárias; a assessoria nega intermediação.
- O CredCesta é o principal canal de expansão do Banco Master na Bahia, com parcelas descontadas do salário; críticas incluem juros altos e monopólio estatal, e há apuração sobre uso semelhante para descontos de aposentadorias do INSS.
- Os próximos passos eleitorais incluem a pressão pela instalação de uma CPI específica, dependente dos presidentes da Câmara e do Senado; a CPMI do INSS já incorporou dados de empresários baianos ligados ao banco, elevando a disputa política para 2026.
Investigação da Polícia Federal e do Congresso aponta vínculos entre governos petistas da Bahia e o Banco Master, com foco no CredCesta, cartão usado para crédito consignado. A oposição sustenta que a relação com figuras próximas ao presidente Lula pode impactar a corrida eleitoral de 2026.
O CredCesta nasceu em 2007, criado pelo governo da Bahia para servidor estaduais, inicialmente como benefício para supermercados estatais. Durante a gestão de Rui Costa, o sistema foi privatizado e passou a operar como cartão de crédito consignado em parceria com o Banco Master. Investigadores avaliam impactos de decretos que teriam favorecido a instituição.
Uma linha de apuração envolve a BK Financeira, empresa sediada em Salvador, que teria recebido R$ 11 milhões do Banco Master para indicar novos convênios de empréstimos. Uma das sócias é nora do senador Jaques Wagner. Aliados do senador teriam indicado ex-ministros de governos petistas para consultorias milionárias no banco. A assessoria de Wagner nega intermediação ou favorecimento.
O CredCesta, com desconto direto das parcelas no salário, tornou-se o principal canal de expansão do Banco Master na Bahia. O modelo é criticado por juros elevados e por operar sob um suposto monopólio criado por normas estaduais. Autoridades analisam ainda se a estrutura foi usada para descontos irregulares em aposentadorias do INSS.
Posição oficial e respostas
O presidente Lula afirma não ter envolvimento pessoal nas irregularidades e cobra responsabilização durante a gestão anterior. Em declarações públicas, ele sustenta que o problema pode ter origem no período anterior, sob supervisão de autoridades financeiras indicadas por outras gestões. O Palácio do Planalto ressalta a necessidade de investigação rigorosa.
Próximos passos no Congresso
A oposição ainda busca a instalação de uma CPI específica para acompanhar o caso Master. A viabilidade depende de apoio dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Enquanto isso, a CPMI do INSS incorpora informações sobre empresários baianos ligados ao banco, ampliando o alcance das apurações.
A disputa política em torno do tema tende a ganhar força nos próximos meses, com potencial impacto na pauta eleitoral de 2026. O Ministério Público e a Polícia Federal continuam investigando a origem, as relações e os desdobramentos financeiros do caso.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para entender o tema com mais detalhes, confira a reportagem na íntegra.
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