- Acled aponta mais de oitocentos e cinquenta protestos de apoio ao regime desde o início da guerra, com pelo menos mil quatrocentos detidos em vinte‑sete dias.
- Nove vírgula dois por cento dos protestos foram anti-regime; a maioria foi organizada para apoiar o governo e a sucessão de liderança.
- A campanha de prisões intensificou-se ao longo do conflito, com acusações que vão de filmagem de danos a espionagem e mercenariato.
- A violência gerou centenas de mortos no Irã e dezenas no exterior, com relatos de distúrbios e repressão em várias cidades.
- O conflito incluiu ataques diários dos EUA e de Israel contra o Irã, com impacto contínuo na população civil e na dinâmica interna do país.
O regime iraniano organizou mais de 850 manifestações de apoio desde o início do conflito, segundo estudo da Acled. Ao mesmo tempo, há registro de pelo menos 1.400 detenções, ampliando o cerco interno contra manifestações de descontentamento.
De acordo com a Acled, a maioria das mobilizações continua a favorecer o governo, com 99,2% das 845 ações entre fevereiro e março classificada como pró-regime. Os números refletem uma estratégia de controle de narrative diante de ataques externos.
A pesquisa aponta que o tom das ações mudou com a sucessão de liderança após o falecimento do líder supremo. Entre 13 e 19 de março, ocorreram quase 300 manifestações, algumas em apoio à transição de Mojtaba Khamenei, principalmente em Teerã.
Entre as detenções, estimativas indicam cerca de 1.465 pessoas detidas em 27 dias, com acusações que evoluíram de filmar danos para espionagem e mercenarismo à medida que o conflito avançou. Muitos casos permanecem com informações limitadas.
Em termos de violência, a Acled reporta 70 fatalidades ligadas a repressões internas, contrapondo com milhares de mortos em ações de combate no Irã. Dados oficiais variam conforme a fonte, com organizações de direitos humanos mantendo números elevados entre civis e manifestantes.
Contexto internacional envolve ataques aéreos de EUA e Israel, com vozes políticas defendendo medidas diferentes. Observadores destacam que a capacidade de o regime manter-se unido diante de pressão externa tem sido reconhecida por analistas, apesar da escalada de violência.
Fontes independentes apontam que a repressão interna é uma ferramenta central do governo para conter protestos. Observadores veem uma mobilização de liderança estruturada, que busca reduzir o impacto de perdas de alto escalão nofront doméstico.
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