- Kemi Badenoch, líder conservadora, é criticada por defender a retomada de licenças de petróleo e gás no Mar do Norte para reduzir os preços de energia.
- O Conservative party lança a campanha “get Britain drilling” e deve pedir ao governo a suspensão da proibição de novas licenças.
- Especialistas e o grupo de campanha Uplift dizem que mais perfuração não reduziria as contas domésticas e não altera preços globais.
- A ex-secretária de energia Claire Coutinho, hoje no shadow cabinet, havia admitido que licenças novas não diminuiriam as faturas, mas aumentariam a segurança de fornecimento.
- O governo trabalhista proibiu novas licenças em 2023, priorizando energia renovável; a oposição afirma que a política favorece fósseis em detrimento de alternativas.
Kemi Badenoch, candidata conservadora, enfrenta críticas por defender a reativação de licenças de petróleo e gás no Mar do Norte. A campanha busca reduzir preços de energia, com Badenoch anunciando uma iniciativa pública em alto-mar.
Organizações ambientais e especialistas contestam a estratégia, dizendo que mais perfuração não reduzirá as contas domésticas. Um grupo de defesa ressaltou que a proposta é política e não resolutiva para o bolso do consumidor.
A polêmica ocorre enquanto o governo conservador mantém a suspensão de novas licenças e o Labour aponta que a medida não promete queda imediata nos custos. Badenoch propõe também cortar a taxação de lucros extraordinários do setor.
Coutinho, hoje assessora o setor de energia no gabinete de Badenoch, já havia reconhecido, em 2023, que novas licenças não garantiriam redução de tarifas, mas poderiam melhorar a segurança de suprimento. O episódio volta a aparecer na disputa.
Analistas lembram que a produção do Mar do Norte é pequena frente aos preços globais. Pesquisas da campanha Uplift em parceria com Voar indicam que centenas de licenças emitidas entre 2010 e 2024 geraram quantidade limitada de gás.
Especialistas entrevistados ressaltam que o Reino Unido permanece altamente integrado aos mercados europeus, o que reduz o impacto de maior extração sobre os preços internos. A defesa da indústria aponta geração de empregos e receita tributária para políticas públicas.
Uma porta-voz do Labour destacou que a posição da oposição é baseada em evidências de que novas licenças não reduzem tarifas, e que o foco deve seguir em energia limpa doméstica, com investimentos já em curso para reforçar a segurança energética.
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