- O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu ontem a eleição indireta para governador do Rio, após pedido do PSD.
- Líderanças de centro, direita e esquerda no estado passaram a defender a realização de eleições diretas pelas redes sociais.
- O pré-candidato Douglas Ruas, do PL, pediu que o povo decida por eleições diretas para cumprir o mandato até dezembro de dois mil e vinte e seis.
- Dani Balbi, do PCdoB na Alerj, afirmou que a escolha do governador deve partir das urnas; o líder do PSD na assembleia, Luiz Paulo, disse tratar-se do primeiro passo e que a liminar será analisada pelos demais ministros.
- Em meio ao debate, há resistência: o deputado estadual Márcio Gualberto, do PL, disse que a proposta busca domínio político; Paes, ex-prefeito do Rio, lidera pesquisas que o apontam para o Palácio Guanabara, possivelmente rival de Ruas em uma eleição direta.
Após decisão de Cristiano Zanin, ministro do STF, suspendeu a eleição indireta para o governo do Rio. A medida ocorreu ontem, após o PSD solicitar ao tribunal a realização de eleições diretas. O relator sorteado confirmou a suspensão enquanto a ação tramita.
Lideranças de centro, direita e esquerda passaram a defender o pleito direto pelas redes sociais. O pré-candidato Douglas Ruas (PL) afirmou que a população deve escolher quem governará até o fim de 2026. Representantes do PCdoB disseram que a decisão deve envolver o voto popular.
Para o PSD, o líder Luiz Paulo comentou que consultar o povo seria o melhor caminho diante da crise política. Já membros do PL criticaram a aposta, alegando interesses políticos na região. O cenário aponta para um embate entre apoio e resistência à eleição direta.
Semana agitada
A leitura da semana aponta três governadores no Rio em menos de uma semana. Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo durante um julgamento no TSE ligado a fraudes em 2022. O caso Ceperj envolveu contratações secretas de cabos eleitorais.
Com a renúncia, Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ, assumiu o comando provisoriamente, já que não havia vice-governador desde maio. Alerj também vivia insegurança institucional, com mudança de comando após prisões e afastamentos.
Na quinta, Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj, o que manteria o controle do Legislativo em mãos de uma base alinhada ao governo. Contudo, decisão do TJ-RJ anulou a sessão que elegeu o novo presidente, mantendo a instabilidade.
Rodrigo Bacellar, presidente eleito da Alerj, já teve afastamento decretado pelo STF em dezembro; novas prisões ocorreram recentemente, elevando aComplexidade política. Guilherme Delaroli conduz a Alerj interinamente.
As informações destacam a volatilidade institucional no Rio, com decisões judiciais impactando ministérios, o Legislativo e o Executivo, enquanto a disputa pela direção do governo permanece incerta.
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