- O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na próxima semana para se dedicar às eleições.
- Ele permanece no cargo de vice-presidente, mas, para disputar qualquer cargo, precisa se desincompatibilizar da função de ministro, conforme a lei eleitoral.
- A data provável de saída é 2 de abril, já que 3 de abril é sexta-feira santa; o Ministério será mantido até lá para cumprir o rito.
- Alckmin não confirmou se continuará como vice na chapa de Lula ou disputará outro cargo; afirmou que o “presidente define” o destino político.
- Em São Paulo, participou da filiação de Simone Tebet ao PSB; o PSB e aliados defendem que ele permaneça como vice na chapa à reeleição de Lula e não descartam o Senado.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, anunciou neste sábado que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na próxima semana para se dedicar às eleições. O comunicado ocorreu durante um evento da Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo.
Ele permanece no cargo de vice-presidente, mas a desincompatibilização é exigida pela lei eleitoral para quem pretende disputar cargo público. A pasta será aberta antes da janela de campanha oficial, conforme o diálogo com jornalistas.
A previsão de afastamento apresentada por Alckmin aponta o dia 2 de abril, já que 3 de abril é sexta-feira santa, segundo sua leitura. O vice-presidente disse que a data final depende de fatores legais e administrativos.
Futuro político de Alckmin
Ao ser questionado sobre a posição na chapa presidencial, ele afirmou que depende do desfecho definido pelo presidente Lula. Não houve confirmação sobre possível candidatura ao Senado ou a continuidade como vice na chapa de reeleição.
Na noite de sexta, Alckmin acompanhou a filiação de Simone Tebet ao PSB, que disputará o Senado por São Paulo. O vice disse haver uma escolha entre respeitar o povo e defender a democracia, contrastando com críticas à ditadura.
Lula chegou a sinalizar, há algumas semanas, que Alckmin poderia integrar a chapa de Haddad ao Senado em São Paulo. O vice, porém, manifesta o desejo de permanecer como vice-presidente, posição defendida pelo PSB.
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