- O xerife Chad Bianco, de Riverside e candidato ao governo da Califórnia, ordenou a apreensão de mais 426 caixas de materiais de votação, como parte de uma investigação criminal alegadamente de fraude eleitoral.
- Anteriormente, Bianco já havia confiscado 650 mil votos da eleição especial do ano passado.
- As ações geraram várias ações legais, incluindo uma ação movida à Suprema Corte da Califórnia pela UCLA Voting Rights Project para bloquear a recontagem.
- O procurador-geral Rob Bonta e a secretária de Estado Shirley Weber criticaram as ações, dizendo que não há evidências confiáveis e que isso ameaça a confiança pública nas eleições.
- Na terça-feira, um painel de três juízes negou o pedido de Bonta para interromper a recontagem, mantendo o andamento sob orientação de tribunais inferiores.
Chad Bianco, sheriff do condado de Riverside, na Califórnia, confiscou 426 caixas adicionais de materiais de votação durante uma apuração eleitoral especial, ampliando o conflito com o governo estadual. O sheriff é candidato ao governo estadual este ano.
Bianco já tinha confiscado 650 mil votos na semana anterior, em meio a uma investigação de suposta fraude eleitoral que, segundo autoridades estaduais, não tem base corroborada. A ação ocorreu enquanto ele afirmava realizar um inquérito criminal.
A direção do estado, liderada pelo procurador-geral Rob Bonta, criticou as apreensões. Bonta pediu a pausa do inquérito e a entrega de registros para avaliação, alegando ausência de fundamentos legais robustos para os mandados de busca.
Base legal e impacto institucional
A campanha de Bianco envolve a questionada contagem de votos e a possível recontagem de questões como a Proposição 50, que redesenhou distritos para favorecer determinados campos políticos. Votos de Prop 50 foram aprovados pelos eleitores na eleição de novembro passado.
Alunos do UCLA Voting Rights Project ingressaram com ação na Suprema Corte da Califórnia para bloquear a recontagem e exigir a devolução de material de votação. O objetivo é impedir que as contagens sejam usadas para fins de reavaliação eleitoral sem justificativa válida.
Reações oficiais e cenário político
O secretário de Estado da Califórnia, Shirley Weber, condenou as ações, destacando que os fatos não apresentam evidências consistentes de fraude e que a atuação pode minar a confiança pública nas eleições.
O caso também envolve disputa judicial entre Bianco e o estado. Um painel de três juízes negou recurso de Bonta para impedir a contagem, orientando que a ação fosse apresentada em instância inferior.
Contexto local e público envolvido
A investigação teve origem em denúncias de um grupo local, Riverside Election Integrity Team, que aponta diferença entre resultados oficiais e contagens manuais. O estado aponta diferença muito menor, cerca de 103 votos, para desqualificar alegações de fraude generalizada.
Bonta descreveu a investigação como inédita e potencialmente prejudicial à confiança no sistema eleitoral. Os advogados de Bianco sustentaram que a operação segue diretrizes legais, apesar das contestações.
Desdobramentos legais em andamento
Vários processos estão em andamento, incluindo ações para suspender a retirada de materiais de votação e manter a integridade do processo eleitoral. O governador cotado entre republicanos mantém sua candidatura, enquanto o estado segue avaliando os próximos passos legais.
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