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Troca de ofensas entre Lindbergh e Gaspar na CPMI do INSS

Bate-boca na CPMI do INSS interrompe a leitura do relatório final após Lindbergh chamar Gaspar de estuprador, com intervenção do presidente da comissão

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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  • A leitura do relatório final da CPMI do INSS foi marcada por um intenso bate-boca entre Lindbergh Farias e o relator Alfredo Gaspar.
  • Gaspar citou uma declaração antiga do ministro Luís Roberto Barroso e a chamou de “poesia”, fazendo referência a uma discussão anterior entre Barroso e Gilmar Mendes.
  • Lindbergh questionou o tom da apresentação, perguntando se aquilo era “um relatório ou um circo”.
  • Em resposta, Gaspar proferiu insultos e repetiu acusações, chamando Lindbergh de estuprador; Lindbergh o chamou de ladrão, criminoso e cafetão.
  • O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, interveio, classificou a fala de Lindbergh como grave e disse que o caso pode parar no Conselho de Ética; a sessão foi retomada.

A leitura do relatório final da CPMI do INSS, nesta sexta-feira 27, terminou marcada por um bate-boca entre Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, e o relator Alfredo Gaspar, da União, de Alagoas. O embate ocorreu durante o andamento dos trabalhos no plenário, na sessão de leitura do parecer.

Gaspar citou uma declaração antiga de Luís Roberto Barroso, citada como referência a uma polêmica entre Barroso e Gilmar Mendes, para justificar o tom de defesa de seu relatório. A fala antecedeu uma reação de Lindbergh, que questionou o propósito da leitura e acusou o momento de desvio do objetivo da sessão.

O deputado Lindbergh, em resposta, questionou se o momento era de relatório ou de debate aberto, provocando a troca de acusações. Gaspar retrucou de forma irônica, em tom áspero, levando o grupo a outra linha de confronto. Em alguns momentos, o parlamentar do PT foi chamado de ofensivamente por Gaspar.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, interveio para acalmar os ânimos, classificando as falas como graves e sinalizando a possibilidade de encaminhamentos ao Conselho de Ética. Mesmo com o susto, a leitura do relatório foi retomada sem ficar interrompida por completo.

Intervenção do presidente

Carlos Viana destacou a necessidade de manter o decoro institucional e evitar ofensas durante a tramitação. A sessão seguiu com a continuidade da leitura do relatório, já sem os embates diretos entre os dois colegas. O episódio é visto como indicativo de tensão entre apoiadores de pontos de vista divergentes.

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