- STF definiu o voto secreto nas eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro, segundo Washington Quaquá, para proteger deputados da influência de criminosos, milícias e da máquina estatal.
- Quaquá afirma que parte da Assembleia Legislativa perdeu autonomia por ter sido eleita com esquemas irregulares, incluindo 32 mil cabos eleitorais fantasmas ligados a projetos do Estado.
- Ele aponta infiltração de crime organizado, milícias e tráfico nas instituições fluminenses, o que dificulta decisões autônomas no Legislativo.
- O prefeito sugere voto aberto e escrutínio popular para renovar a representatividade, afirmando que muitos deputados estão contaminados por esses esquemas.
O STF definiu o voto secreto nas eleições indiretas do Rio de Janeiro, medida que, na visão de Washington Quaquá, protege deputados da influência de grupos criminosos e da máquina estatal. A afirmação foi feita em entrevista ao UOL News – 2ª edição, Canal UOL.
Quaquá, prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, afirmou que parte da Assembleia Legislativa tem autonomia comprometida por apoio a esquemas irregulares e por pressões do crime organizado, de milícias e do tráfico na política fluminense.
De acordo com o prefeito, o voto secreto evita que deputados sejam coagidos pela influência do submundo e pela direção de órgãos estatais. A medida, segundo ele, é essencial para resguardar decisões legislativas.
Ele aponta que a ALERJ deixou de ter total autonomia, em parte devido à participação de cabos eleitorais fantasmas em projetos estaduais, conforme relatos citados por Quaquá. O episódio envolve críticas à atuação de Ceperj e cassação de autoridades.
Quaquá defende que o ideal seria o voto aberto e o retorno do escrutínio popular, para permitir maior transparência nas escolhas do governo estadual. Segundo ele, o estado enfrenta pressão de estruturas paralelas que afetam o Legislativo.
O prefeito afirma ainda que muitos deputados temem contrariar interesses poderosos ligados ao crime e à estrutura estatal, o que dificulta decisões autônomas. A defesa é pela ampliação do escrutínio público como forma de exigir responsabilidade.
Contexto e impactos
A entrevista retrata o debate sobre mecanismos de votação e representatividade no Rio de Janeiro, com foco nas consequências do voto secreto para a governabilidade estadual. Fontes próximas ao tema ressaltam a necessidade de apurar a veracidade de acusações e de preservar a integridade institucional.
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