- Simone Tebet oficializou filiação ao PSB para disputar uma das vagas ao Senado em São Paulo, atendendo ao pedido de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
- Ela deve deixar o Ministério do Planejamento nos próximos dias; a Justiça Eleitoral fixou até 4 de abril o prazo para desincompatibilização.
- A troca do MDB pelo PSB ocorreu na semana passada, e, apesar de o MDB fazer parte do governo, o partido é visto como oposição em São Paulo, o que dificultava a candidatura no estado.
- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou a saída de Tebet do MDB, dizendo que ela abandonou a população e a chamou de marionete de Lula.
- O ato de filiação aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo, com presença de Geraldo Alckmin, Márcio França e outros; o PSB avalia palanque duplo para Lula em São Paulo, com França ao governo e Haddad como aliado.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou sua filiação ao PSB para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. A mudança de partido foi anunciada após Tebet ter cometido a decisão de concorrer no estado, em alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O movimento ocorre em meio a mudanças no cenário político paulista. Tebet deixou o MDB, partido ao qual era vinculada, para se somar ao PSB, cuja posição no estado envolve alianças com o governo federal e o grupo ligado a Lula.
A filiação ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo, com participação de líderes do PSB e aliados, entre eles Alckmin, o ministro Márcio França e deputados de diferentes ramos do Legislativo. O ato marca a formalização da candidatura ao Senado em meio a disputas regionais.
Tebet tem prazo da Justiça Eleitoral para deixar o cargo até 4 de abril, e pretende entregar o relatório bimestral do orçamento e a orientação da LDO de 2027 antes de deixar a pasta. O MDB, hoje sob oposição local em São Paulo, tem sido cenário de críticas ao desvio de Tebet.
Tabata Amaral, deputada federal, revelou ter feito o primeiro convite para Tebet ingressar ao PSB. Ela destacou que Alckmin e Tebet contribuíram para o que chamou de defesa da democracia em 2022, após o segundo turno. O clima político mira também o futuro palanque para Lula no estado.
Além de Tebet, há estudo sobre um palanque duplo em São Paulo para Lula concorrer à reeleição e para lançar uma chapa própria do PSB. A ideia inclui Márcio França ao governo, oferecendo uma linha de ataque mais ampla contra o governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição pelo Republicanos.
França e Haddad, ministros de Lula, atuam como aliados no eixo paulista. A articulação projeta fortalecer o alinhamento entre governo federal e o PSB, mantendo a expectativa de um palanque robusto para 2026 no estado.
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