- A eleição indireta para governador do Rio deve ocorrer no fim de abril, organizada pela Alerj, com candidatos indicados pelos partidos.
- Cada legenda pode indicar um candidato a governador e outro a vice; não é obrigatório que o candidato seja deputado estadual.
- Nomes na disputa incluem Ruas (lado direito, apoio de Flávio Bolsonaro), Ceciliano (centro, ex-presidente da Alerj) e Renata Souza (PSOL, esquerda).
- Sobre afastamento de ocupantes de cargos públicos, não há definição de quando precisa ocorrer; o STF ampliou o prazo para seis meses.
- A chamada dupla vacância justifica eleição indireta, já que o governador Cláudio Castro renunciou e o vice Thiago Pampolha está no TCE; o escolhido ficará no cargo até janeiro de 2027.
A eleição indireta para escolher o novo governador do Rio de Janeiro deve ocorrer no fim de abril, com regras já definidas pela Alerj. O pleito será conduzido por deputados estaduais, que indicarão candidatos apresentados pelos partidos. Cada legenda poderá indicar um candidato a governador e outro a vice, e não é obrigatório que o postulante seja deputado.
A disputa seguirá o formato de votação entre siglas, sem obrigatoriedade de filiados eleitos. A regra acordada prevê que integrantes de cargos públicos deixem as funções para concorrer, mas o prazo exato de saída ainda não está definido. A decisão de ampliar o prazo de desincompatibilização para seis meses foi tomada pelo STF.
Nomes em disputa
Ruas representa a direita na contenda, recém-eleito presidente da Alerj. Conta com o apoio de Flávio Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, além de ser filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL). Ceciliano, filiado ao PT, surge como opção de centro, aliado a propostas de gestão com foco em saúde e segurança. Renata Souza, do PSOL, aparece como alternativa de esquerda, com histórico ligado à vereadora Marielle Franco.
Contexto e quadros atuais
A vacância dupla no governo decorre da renúncia de Cláudio Castro (PL) e da condição de vice de Castro, Thiago Pampolha, integrante do TCE desde 2025. A retirada envolve julgamento recente e questionamentos sobre fraudes. Com a ausência de governador e vice no Rio, a Constituição prevê eleição indireta realizada pela Alerj, para ocupação até janeiro de 2027.
Marco legal e desdobramentos
A eleição indireta está prevista pela legislação estadual devido aos dois últimos anos de mandato em aberto. O vencedor assumiria o governo até o fim do atual período, abrindo espaço para a eleição de outubro para o governo titular. As regras já definidas visam assegurar a continuidade administrativa e a transição entre governos.
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