- O Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, aprovou nesta sexta-feira a resolução apresentada pela Rússia, a primeira desde a invasão à Ucrânia em 2022.
- A resolução convoca os países a celebrarem o 60º aniversário da adoção dos acordos internacionais de direitos humanos.
- A votação resultou em 26 votos a favor, 0 contra e 21 abstenções, principalmente de países ocidentais.
- Observadores destacaram que o texto pareceu trivial para evitar votações contrárias; diplomatas ocidentais reiteraram apoio aos direitos humanos, mas não votaram a favor.
- A China criticou a politização do conselho, enquanto representantes da União Europeia apontaram investigações que apontam crimes de lesa-humanidade e de guerra na Ucrânia.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, aprovou nesta sexta-feira 27 uma resolução apresentada pela Rússia. Foi a primeira vez que o órgão aprova um texto redigido pela Rússia desde a invasão da Ucrânia em 2022. O objetivo principal era instar os países a celebrar o 60º aniversário dos acordos internacionais de direitos humanos.
A votação contou com 26 votos a favor, 0 contrários e 21 abstenções, principalmente de países ocidentais. Observadores consideram que a decisão reflete a tentativa de Moscou de retornar ao cenário internacional após o afastamento causado pelo conflito.
Alguns analistas criticaram a natureza do texto, alegando que ele era simples e pouco desafiador para evitar votos contrários. Diplomatas ocidentais reiteraram apoio aos pactos de direitos humanos, mas não votaram a favor da resolução.
Votação e resultados
Autoridades russas disseram ter conseguido dezenas de copatrocinadores para a iniciativa. Ainda assim, diversos países questionaram a legitimidade de a Rússia apresentar o texto diante das violações alegadas no território ucraniano.
Reações diplomáticas
Representantes ocidentais destacaram que o episódio evidencia a politização do Conselho. O embaixador britânico para direitos humanos afirmou que não é apropriado apoiar uma resolução apresentada pela Rússia sob tais circunstâncias.
A União Europeia foi citada por diplomatas como reiterando suas críticas às ações russas na Ucrânia, enquanto o representante da China ressaltou a polarização crescente no Conselho e o uso de dois pesos e duas medidas.
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