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Gabinete solicita a Mandelson mensagens do telefone pessoal

Governo pedirá mensagens do telefone pessoal de Mandelson na apuração da sua nomeação como embaixador dos Estados Unidos

Peter Mandelson was sacked from his Washington role in September last year over his links with Jeffrey Epstein.
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  • O gabinete pedirá a Peter Mandelson que forneça mensagens do telefone pessoal como parte da investigação sobre sua nomeação como embaixador dos EUA para Keir Starmer.
  • Em fevereiro, deputados pressionaram o governo a publicar dezenas de milhares de documentos após a controvérsia sobre o conhecimento do primeiro ministro sobre as ligações de Mandelson com Jeffrey Epstein.
  • O gabinete busca obter o máximo de informações sobre o processo, e Mandelson ainda não foi pedido para entregar mensagens, mas deverá apresentar tudo que estiver dentro do escopo do humble address.
  • A edição do Times informou que Mandelson entregou o telefone profissional após ser demitido; o gabinete não pediu inicialmente mensagens do dispositivo pessoal, mas tenta reconstruir conteúdo por meio de contatos.
  • Parlamentares avaliarão as informações, que devem ser apresentadas ao comitê de inteligência e segurança, enquanto a polícia metropolitana supervisionará para não atrapalhar investigações sobre supostas irregularidades de Mandelson, e Morgon McSweeney.

O Cabinet Office vai requisitar que Peter Mandelson apresente mensagens do seu telefone pessoal como parte da apuração sobre sua nomeação como embaixador do Reino Unido nos EUA para líder oCom o chefe de governo Keir Starmer. A medida faz parte do esforço para entender o processo de indicação.

Em fevereiro, MPs pressionaram o governo a divulgar dezenas de milhares de documentos após questionamentos sobre o conhecimento do primeiro-ministro sobre os vínculos do ex-par com Jeffrey Epstein, condenado por abuso. A nomeação gerou controvérsia pública.

Segundo fontes de No 10, o gabinete busca obter o máximo de informações sobre o processo, orientado pelo mecanismo conhecido como humble address. Mandelson ainda não foi solicitado a entregar mensagens, mas deve fornecer tudo dentro do escopo.

Na sexta-feira, o Times informou que Mandelson entregou o celular de trabalho após ser afastado do posto por sua proximidade com o financiador envolvido em escândalo, mas que o Cabinet Office não pediu mensagens do aparelho pessoal. A intenção é reconstruir conteúdos a partir de contatos.

Fontes de Downing Street dizem que uma equipe de oficiais reúne comunicações, inclusive mensagens do WhatsApp e e-mails, de pessoas que tiveram contato com Mandelson. O ex-peer já sabia que também poderia ser cobrado por mensagens de seu telefone pessoal.

“É um processo administrativo considerável”, afirmou uma fonte do governo. “Há determinação em cumprir o humble address na íntegra, mas é preciso seguir o procedimento. Queremos disponibilizar tudo o quanto antes.”

Com o Parlamento em recesso, a questão deverá ser analisada pela comissão de inteligência e segurança para decidir se a divulgação pode afetar a segurança nacional. A polícia metropolitana também supervisionará as informações para não atrapalhar investigações em curso.

Guardas de preocupação também foram levantadas sobre a possibilidade de perdas de trocas registradas entre Mandelson e McSweeney, acusando o governo de ter acesso a uma parte relevante. A Guardian aponta que o Cabinet Office conserva várias mensagens entre os dois homens.

Na semana passada, McSweeney foi alvo de críticas por não informar a divulgação de que era chefe de gabinete de Starmer na época em que o suposto furto do celular ocorreu. A polícia divulgou um trecho de ata para corrigir informações incorretas.

Mandelson, nomeação política e não diplomática, foi afastado de Washington em setembro do ano passado por ligações com Epstein, falecido em 2019. McSweeney deixou o governo no mês passado, após pressão de MPs.

Starmer disse que repensa sua decisão sobre a nomeação, reconhecendo o erro. Em entrevista, afirmou ter se esforçado para não repetir o equívoco, destacando que ninguém o pressionou mais do que ele mesmo.

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