- O gabinete pedirá a Peter Mandelson que forneça mensagens do telefone pessoal como parte da investigação sobre sua nomeação como embaixador dos EUA para Keir Starmer.
- Em fevereiro, deputados pressionaram o governo a publicar dezenas de milhares de documentos após a controvérsia sobre o conhecimento do primeiro ministro sobre as ligações de Mandelson com Jeffrey Epstein.
- O gabinete busca obter o máximo de informações sobre o processo, e Mandelson ainda não foi pedido para entregar mensagens, mas deverá apresentar tudo que estiver dentro do escopo do humble address.
- A edição do Times informou que Mandelson entregou o telefone profissional após ser demitido; o gabinete não pediu inicialmente mensagens do dispositivo pessoal, mas tenta reconstruir conteúdo por meio de contatos.
- Parlamentares avaliarão as informações, que devem ser apresentadas ao comitê de inteligência e segurança, enquanto a polícia metropolitana supervisionará para não atrapalhar investigações sobre supostas irregularidades de Mandelson, e Morgon McSweeney.
O Cabinet Office vai requisitar que Peter Mandelson apresente mensagens do seu telefone pessoal como parte da apuração sobre sua nomeação como embaixador do Reino Unido nos EUA para líder oCom o chefe de governo Keir Starmer. A medida faz parte do esforço para entender o processo de indicação.
Em fevereiro, MPs pressionaram o governo a divulgar dezenas de milhares de documentos após questionamentos sobre o conhecimento do primeiro-ministro sobre os vínculos do ex-par com Jeffrey Epstein, condenado por abuso. A nomeação gerou controvérsia pública.
Segundo fontes de No 10, o gabinete busca obter o máximo de informações sobre o processo, orientado pelo mecanismo conhecido como humble address. Mandelson ainda não foi solicitado a entregar mensagens, mas deve fornecer tudo dentro do escopo.
Na sexta-feira, o Times informou que Mandelson entregou o celular de trabalho após ser afastado do posto por sua proximidade com o financiador envolvido em escândalo, mas que o Cabinet Office não pediu mensagens do aparelho pessoal. A intenção é reconstruir conteúdos a partir de contatos.
Fontes de Downing Street dizem que uma equipe de oficiais reúne comunicações, inclusive mensagens do WhatsApp e e-mails, de pessoas que tiveram contato com Mandelson. O ex-peer já sabia que também poderia ser cobrado por mensagens de seu telefone pessoal.
“É um processo administrativo considerável”, afirmou uma fonte do governo. “Há determinação em cumprir o humble address na íntegra, mas é preciso seguir o procedimento. Queremos disponibilizar tudo o quanto antes.”
Com o Parlamento em recesso, a questão deverá ser analisada pela comissão de inteligência e segurança para decidir se a divulgação pode afetar a segurança nacional. A polícia metropolitana também supervisionará as informações para não atrapalhar investigações em curso.
Guardas de preocupação também foram levantadas sobre a possibilidade de perdas de trocas registradas entre Mandelson e McSweeney, acusando o governo de ter acesso a uma parte relevante. A Guardian aponta que o Cabinet Office conserva várias mensagens entre os dois homens.
Na semana passada, McSweeney foi alvo de críticas por não informar a divulgação de que era chefe de gabinete de Starmer na época em que o suposto furto do celular ocorreu. A polícia divulgou um trecho de ata para corrigir informações incorretas.
Mandelson, nomeação política e não diplomática, foi afastado de Washington em setembro do ano passado por ligações com Epstein, falecido em 2019. McSweeney deixou o governo no mês passado, após pressão de MPs.
Starmer disse que repensa sua decisão sobre a nomeação, reconhecendo o erro. Em entrevista, afirmou ter se esforçado para não repetir o equívoco, destacando que ninguém o pressionou mais do que ele mesmo.
Entre na conversa da comunidade