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Flórida elimina sociologia como disciplina obrigatória em universidades estaduais

Flórida retira sociologia do núcleo de formação em universidades estaduais; a disciplina passa a ser optativa, sob gestão de DeSantis

Ron DeSantis, Florida’s governor, delivers his State of the State address during the first day of the legislative session at the Florida state capitol on 13 January 2026, in Tallahassee, Florida.
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  • A leitura de sociologia deixou de ser componente obrigatório de formatura nas 12 universidades estaduais da Flórida, conforme decisão do conselho de governadores nomeado por Ron DeSantis.
  • A mudança vale a partir de agosto; a disciplina pode ser oferecida, mas não mais como requisito de educação geral para a formatura.
  • O chanceler do sistema universitário, Ray Rodrigues, afirmou que a sociologia virou “agenda social e política disfarçada de academia” durante a reunião em Pensacola.
  • A ação faz parte de uma série de alterações no ensino superior sob o governo DeSantis, que busca restringir diversidade, equidade e inclusão (DEI) e reestruturar currículos.
  • Em 2024, já houve mudanças no curso de sociologia e em outras instituições do Estado, como a New College of Florida, em meio a críticas e controvérsias sobre o alcance dessas reformas.

O Conselho de Governadores das Universidades da Flórida deliberou nesta semana pela retirada da sociologia como componente obrigatório de conclusão de curso nas 12 universidades estaduais. A decisão, tomada por maioria entre indicados pelo governador republicano Ron DeSantis, transforma a disciplina em uma opção eletiva, não mais parte do currículo obrigatório para obtenção do grau.

A mudança deve entrar em vigor em agosto, quando as universidades estaduais ajustarem seus programas de graduação. As instituições ainda poderão oferecer o curso, mas sem obrigatoriedade para cumprir exigência de conclusão.

O chanceler do sistema universitário, Ray Rodrigues, próximo aliado político de DeSantis, afirmou que a sociologia passaria a ser vista como defesa social e política mascarada de estudo acadêmico, segundo reportagem do Miami Herald. Rodrigues presidiu a reunião na cidade de Pensacola.

Em 2024, a Flórida já havia substituído um curso avançado de sociologia por um núcleo de história para formar os estudantes. O movimento faz parte de um conjunto mais amplo de reformas consideradas ideológicas, com foco em limitar conteúdos de diversidade, equidade e inclusão.

As mudanças tiveram impactos variados. Na época, New College of Florida e a University of West Florida passaram por reformas administrativas, com críticas de opositores sobre independência acadêmica. Questionamentos sobre currículos e nomes de docentes também fizeram parte do pano de fundo.

Duas componentes da gestão universitária estadual apontaram resistência entre docentes à nova estrutura curricular, e uma das votantes contra a retirada afirmou que a sociologia contribui com competências importantes para carreira. A instituição não divulgou posicionamento oficial além das deliberações já anunciadas.

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