- A leitura de sociologia deixou de ser componente obrigatório de formatura nas 12 universidades estaduais da Flórida, conforme decisão do conselho de governadores nomeado por Ron DeSantis.
- A mudança vale a partir de agosto; a disciplina pode ser oferecida, mas não mais como requisito de educação geral para a formatura.
- O chanceler do sistema universitário, Ray Rodrigues, afirmou que a sociologia virou “agenda social e política disfarçada de academia” durante a reunião em Pensacola.
- A ação faz parte de uma série de alterações no ensino superior sob o governo DeSantis, que busca restringir diversidade, equidade e inclusão (DEI) e reestruturar currículos.
- Em 2024, já houve mudanças no curso de sociologia e em outras instituições do Estado, como a New College of Florida, em meio a críticas e controvérsias sobre o alcance dessas reformas.
O Conselho de Governadores das Universidades da Flórida deliberou nesta semana pela retirada da sociologia como componente obrigatório de conclusão de curso nas 12 universidades estaduais. A decisão, tomada por maioria entre indicados pelo governador republicano Ron DeSantis, transforma a disciplina em uma opção eletiva, não mais parte do currículo obrigatório para obtenção do grau.
A mudança deve entrar em vigor em agosto, quando as universidades estaduais ajustarem seus programas de graduação. As instituições ainda poderão oferecer o curso, mas sem obrigatoriedade para cumprir exigência de conclusão.
O chanceler do sistema universitário, Ray Rodrigues, próximo aliado político de DeSantis, afirmou que a sociologia passaria a ser vista como defesa social e política mascarada de estudo acadêmico, segundo reportagem do Miami Herald. Rodrigues presidiu a reunião na cidade de Pensacola.
Em 2024, a Flórida já havia substituído um curso avançado de sociologia por um núcleo de história para formar os estudantes. O movimento faz parte de um conjunto mais amplo de reformas consideradas ideológicas, com foco em limitar conteúdos de diversidade, equidade e inclusão.
As mudanças tiveram impactos variados. Na época, New College of Florida e a University of West Florida passaram por reformas administrativas, com críticas de opositores sobre independência acadêmica. Questionamentos sobre currículos e nomes de docentes também fizeram parte do pano de fundo.
Duas componentes da gestão universitária estadual apontaram resistência entre docentes à nova estrutura curricular, e uma das votantes contra a retirada afirmou que a sociologia contribui com competências importantes para carreira. A instituição não divulgou posicionamento oficial além das deliberações já anunciadas.
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