- Edilson Damião tomou posse como governador de Roraima após a renúncia de Antonio Denarium, nesta sexta-feira, 27.
- O novo governador, de 46 anos, é filiado ao União Brasil e já ocupou a Secretaria de Infraestrutura do estado em momentos anteriores.
- Damião planeja disputar a reeleição pelo União Brasil, mas enfrenta julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que pode cassar o mandato a qualquer momento.
- O processo envolve abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022; começou em agosto de 2024, foi suspenso, retomado em agosto de 2025 e novamente paralisado por pedido de vista, com voto da relatora pela cassação.
- O ministro André Mendonça tem prazo de até 11 de janeiro de 2026 para analisar o caso; a definição depende da pauta da presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia.
O engenheiro civil Edilson Damião, do União Brasil, tomou posse como governador de Roraima nesta sexta-feira (27), após a renúncia de Antonio Denarium, do PP. O ato formal ocorreu no âmbito do governo estadual, mantendo a composição já estabelecida pela gestão anterior. Damião era vice desde 2022 e já exercia a função de chefe do Executivo desde a renúncia.
Damião ingressou na política em sintonia com Denarium, que o convidou para assumir a Secretaria Estadual de Infraestrutura em 2018. Em 2022 foi eleito vice-governador pelo Republicanos, com 56,47% dos votos válidos, mantendo-se também como secretário de Infraestrutura. Saiu do cargo em fevereiro de 2026 para assumir o governo.
Em março de 2026, o vice-governador deixou o Republicanos e se filiou ao União Brasil, assumindo a presidência local do partido. O movimento político ocorreu antes da posse como governador, consolidando a atuação de Damião no Executivo estadual.
Processo de cassação
Edilson Damião responde, junto com Denarium, a um processo de cassação de mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O julgamento começou em agosto de 2024 e foi interrompido pela primeira vez no mesmo dia.
O caso foi retomado em agosto de 2025 e suspenso novamente após pedido de vista do ministro André Mendonça. A relatora Isabel Gallotti votou pela cassação, com voto de 82 páginas, antes de a tramitação ser novamente paralisada.
Em novembro de 2025 o julgamento voltou a ganhar andamento, com a continuidade do andamento sob a verificação de novos prazos. O prazo para o ministro Nunes Marques devolver o processo ao plenário do TSE venceu em janeiro de 2026, conforme as regras de vista.
Pelas informações disponíveis, Denarium e Damião são acusados de distribuir bens e serviços durante o ano eleitoral, repassar recursos a municípios sem critérios legais e extrapolar gastos com publicidade. A renúncia de Denarium não encerra o processo; Damião permanece como alvo de decisão do TSE.
Denarium, mesmo afastado do cargo, pode tornar-se inelegível por até oito anos, dependendo do desfecho do julgamento no âmbito do TRE-RR e do TSE. A pauta do TSE, até o momento, não havia sido fixada pela presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, para a definição do caso.
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