- Relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI) afirmou que altos escalões, incluindo parlamentares, participaram de um esquema que desviou mensalidades cobradas indevidamente de beneficiários do INSS.
- O relatório, com mais de cinco mil páginas, começou a ser lido na sexta-feira, com possível sessão extra no sábado para votar o parecer; o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a continuidade de liminar que ampliaria os trabalhos.
- A CPMI identificou investigados nos níveis mais altos do poder econômico e político, citando um senador como liderança do esquema e ministros de Estado que incentivavam ou encobriam o assalto a aposentados; presidentes do INSS e diretores de benefício aparecem em planilha de propina.
- Também houve participação de deputados federais, servidores e dirigentes de entidades investigadas, que negociavam percentuais sobre o produto do crime e assinavam atos administrativos com aparência de plena regularidade.
- Os operadores movimentaram quase R$ 40 bilhões com apoio de fintechs e empresas de fachada ao longo de anos; pelo menos 228 pessoas devem ser indiciadas.
O relatório final da CPMI do INSS aponta que altos escalões teriam encoberto um esquema de desvio de mensalidades cobradas de beneficiários, com participação de parlamentares e de estruturas de poder. O objetivo era favorecer o saque de recursos de aposentados.
A leitura começou nesta sexta (27), na última sessão do colegiado. A comissão debateu por horas a extensão dos trabalhos, após decisão do STF que derrubou a prorrogação de 60 dias. O desfecho permanece em aberto.
Segundo o relatório, investigados atuavam em cargos de influência econômica e política. Um senador é apontado como liderança do esquema, com ministros de estado citados por atuar para incentivar ou encobrir os desvios.
Presidentes do INSS e diretores de benefício também aparecem em planilhas de propina, associadas a operadores financeiros. O material descreve a participação de pessoas ligadas a deputados federais, servidores e dirigentes de entidades investigadas.
A apuração indica que o grupo negociava percentuais sobre o produto do crime e assinava atos administrativos com aparência de legalidade. Operadores movimentaram quase 40 bilhões de reais com o apoio de fintechs e empresas de fachada.
Pelo menos 228 pessoas devem ser indiciadas, segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana. A leitura do relatório deve seguir ao longo do dia, com possibilidade de sessão extra no sábado para votar o parecer.
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