- A detenção ocorreu em Madrid, na quinta-feira, envolvendo Serigne Mbayé, ex-diputado da Assembleia de Madrid por Podemos, após suposta vigilância de veículos perto do Hospital 12 de Octubre.
- O atestado policial afirma que Mbayé se recusou a se identificar, fugiu a pé, foi alcançado em um portal e houve resistência; o documento afirma que ele golpeou agentes e tentou sacar algo do bolso (chaves).
- O episódio gerou tumulto com vizinhos, reforços foram chamados e sete pessoas, incluindo o jornalista Martín Cunéo, foram presas por resistência, desobediência e atentado à autoridade.
- Cinco agentes e alguns detidos ficaram feridos e receberam atendimento médico; o transporte para a delegacia ocorreu sem novos incidentes.
- O Podemos nega o relato policial e classifica o ocorrido como “redada racista”; o governo afirma ter agido dentro da lei e abriu investigação, enquanto a bancada pretende apresentar perguntas e uma PNL.
O atestado policial sobre a detenção do ex-deputado Serigne Mbayé relata que ele reagiu com resistência ao ser solicitado a se identificar durante a abordagem. Segundo o documento, o dirigente de Podemos teria sido visto fugindo mesmo sabendo que se tratava de uma ação policial.
Conforme o relato, Mbayé tentou se afastar em direção a um portal próximo, onde houve o alcance dos agentes. O atestado descreve que houve um momento de contato físico e que o ex-parlamentar teria colocado a mão no bolso em busca de algo, o que gerou um confronto. A polícia afirma ter feito uso de força proporcional para contê-lo e reduzir a fuga.
O episódio começou por volta das 19h45, quando uma ligação ao serviço 091 alertou sobre dois indivíduos observando veículos nas proximidades do Hospital 12 de Octubre, no sul de Madrid, em área com ocorrências de furtos. Uma patrulha identificou um homem que corresponde à descrição; ao tentar abordagem, houve recusa insistente de parada.
Na chegada de reforços, o grupo envolveu-se em tumulto com moradores do imóvel, que teriam cercado os agentes. O atestado cita agressões contra os policiais e o uso de força para contê-los. Cinco agentes e parte dos detidos tiveram atendimento médico devido aos ferimentos.
Além de Mbayé, foram detidas mais seis pessoas que teriam agido para impedir a atuação policial, entre elas o jornalista Martín Cunéo, do veículo El Salto. Segundo o documento, as detenções ocorreram com controle de força e, posteriormente, os presos foram encaminhados à delegacia sem incidentes adicionais.
Reações e desdobramentos
Mbayé e Podemos contestam o relato policial, classificando o ocorrido como uma operação de alto impacto. O secretário de organização do partido informou que apresentará uma proposição não de lei para exigir uma investigação independente e apresentará perguntas ao parlamento sobre o caso.
O Governo, por meio da Delegação em Madrid, sustentou a atuação policial, afirmando que a detenção decorreu do exercício das funções de prevenção, identificação e intervenção. Também informou que abriu uma investigação e encaminhou o atestado à autoridade judicial.
As entidades representativas dos agentes, SUP e Jupol, defenderam a atuação policial e rejeitaram acusações de racismo. Não houve conclusão sobre responsabilidades finais até o momento.
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