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Venezuelanos deportados pelos EUA relatam tortura em mega-prisão de El Salvador

Petição à Comissão Interamericana pede responsabilização de El Salvador por violações aos direitos humanos no Cecot, após deportação de venezuelanos

Prisoners sit in their cell at the Cecot mega-prison in Tecololuca in January.
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  • Um grupo de 18 venezuelanos expulsos para o Centro de Confinamento Antiterrorista (Cecot) em El Salvador, em março de 2025, enviou nova denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, alegando torturas, assédio sexual e negligência médica.
  • A petição solicita responsabilização das autoridades salvadorenas, reparações às vítimas, um pedido de desculpas público e suporte psicológico e psiquiátrico.
  • Os relatos descrevem detenção em celas sem janelas, iluminação constante, uso de algemas e violência física, com impactos mentais e físicos duradouros.
  • Segundo os testemunhos, 252 venezuelanos foram liberados após quatro meses; 36 salvadorenhos enviados permanecem com paradeiro não confirmado.
  • O caso faz parte de um conjunto de ações sobre deportações de migrantes para Cecot, alvo de investigações e ações legais nos Estados Unidos e perante órgãos regionais de direitos humanos.

Ações internacionais denunciam abusos em Cecot, prisão de El Salvador. 18 venezuelanos expulsos pelos EUA relatam torturas, abusos sexuais e negligência médica durante o confinamento em Cecot, centro de detenção de El Salvador. A denúncia foi apresentada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (IACHR) na quinta-feira.

Os 18 homens integram um grupo maior de 288 venezuelanos e salvadorenhos transferidos aos cofres de Cecot em março de 2025. O texto afirma violação de direitos humanos e descreve um padrão de agressões físicas, humilhação e violência sexual durante o cárcere.

Além disso, o documento solicita à IACHR reparação às vítimas, um pedido de desculpas público e recursos para reabilitação psicológica. Os signatários desejam manter os nomes em confidencialidade, devido à vulnerabilidade de retorno aos seus países.

Detalhes das alegações e condições

Relatos novos indicam que os detidos receberam tratamento médico inadequado e foram submetidos a celas sem ventilação, com iluminação constante. Testemunhos descrevem punições com cintos, choques verbais e brutalidade física desde o desembarque em El Salvador.

Uma testemunha descreve ferimentos repetidos por bruços de oficiais logo após a chegada ao país. Durante quatro meses de detenção, houve sessões de agressão frequentes, com relatos de dezenas de agressões por detentor. Afirmam ainda que as condições criaram sofrimento mental intenso.

Os relatos também incluem a alimentação, água e higiene precárias, com celas superlotadas, água de banho limitada e a presença de insetos. Um entrevistado afirmou sofrer de problemas estomacais durante o período de detenção.

Contexto institucional e próximas etapas

Parte do material vem de médicos que corroboram as denúncias e de ex-funcionários dos EUA que atestam a transferência de deportados para Cecot. A IACHR é o órgão regional responsável pela proteção de direitos humanos nas Américas.

Pergunta-se como o governo salvadorenho responderá ao pedido de accountability internacional. A administração atual de El Salvador tem adotado políticas de segurança sob estado de exceção, o que levanta dúvidas sobre o andamento de investigações e reparações.

Entre as ações legais no âmbito dos EUA, organizações apoiam casos de cidadãos venezuelanos enviados a Cecot. Processos já contes e outros recursos buscaram responsabilizar autoridades pela expulsão e pelas condições de detenção, com pedidos de compensação para as vítimas.

Contexto adicional

A maior parte dos venezuelanos transferidos retornou aos seus países após quatro meses de detenção, enfrentando desafios de reinserção. Nomes não são divulgados para preservar a segurança dos envolvidos. A denúncia à IACHR integra um esforço maior de responsabilização internacional sobre acordos de deportação para terceiros países.

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