- Trump criticou a Austrália, a Otan e outros por não se envolverem mais no conflito entre EUA, Israel e Irã, dizendo que a região é um “Little League” e que o apoio não foi suficiente.
- Em coletiva na Casa Branca, ele mencionou que apenas cinco países do Oriente Médio teriam feito mais esforço, ressaltando a suposta falta de apoio de aliados tradicionais.
- O presidente afirmou que alguns aliados só ofereceram ajuda “quando a guerra acabar”, e comentou sobre aeronaves britânicas, dizendo que não eram necessárias naquele momento.
- O ministro da defesa australiano, Richard Marles, disse que o país não rejeitou pedidos dos EUA e que responde conforme o interesse nacional, sem comentar diretamente as declarações de Trump.
- A ministra do Meio Ambiente, Murray Watt, afirmou que Canberra não fará comentários em tempo real sobre as falas do presidente e que continua focada no interesse nacional, reforçando o apoio defensivo solicitado pelos Emirados Árabes Unidos.
Donald Trump criticou, nesta quinta-feira, a participação de aliados na guerra entre EUA e Israel contra o Irã, citando a Austrália, além de Nato e Reino Unido, como exemplos de apoio insuficiente. Em coletiva no Washington, o presidente comentou telefonemas com o premiê britânico Keir Starmer, classificando-o como uma pessoa agradável, mas dizendo ter ficado surpreso com a falta de cooperação de alguns aliados. O discurso ampliou uma crítica já feita anteriormente a aliados próximos, incluindo a Austrália, que segundo ele não teria reagido de forma robusta ao conflito.
Trump descreveu o conflito no Oriente Médio como de pouca gravidade em comparação com o que ele chamou de possibilidade de um confronto maior no futuro. Afirmou que os EUA costumam gastar trilhões para proteger a Europa e que seria injusto não contar com o apoio dos aliados em situações críticas. Também voltou a cobrar participação mais ativa dos parceiros de defesa desde o início dos ataques.
Reação australiana e posição do governo
Na sexta, o ministro da defesa e vice-primeiro-ministro da Austrália, Richard Marles, afirmou que Canberra não rejeitou pedidos dos EUA, sem comentar diretamente as palavras do presidente. Em tom cauteloso, ele disse que as respostas aos pedidos de cooperação seguem os interesses nacionais da Austrália. Marles ressaltou que não pretende fazer comentários públicos sobre declarações do presidente.
O ministro federal do Meio Ambiente, Murray Watt, reforçou que o governo não fará comentários sobre as falas de Trump. Ele afirmou que a prioridade australiana é a defesa do interesse nacional e que, até o momento, a Austrália tem fornecido apoio defensivo ao Emirado Árabico Unidos, conforme solicitado. Watt mencionou não ter conhecimento de pedidos adicionais.
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