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Trump adia prazo para ataques ao Irã em meio a negociações

Trump adia até 6 de abril o ultimato para atacar o Irã, citando avanços nas negociações e plano de cessar-fogo em 15 pontos mediado pelo Paquistão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Jim Watson/AFP
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  • Trump adiou o ultimato para destruir usinas de energia do Irã por 10 dias, fixando o novo prazo até 6 de abril de 2026, às 20h (horário de Washington), enquanto as negociações continuam.
  • O governo americano disse que as conversas vão “muito bem” e que enviou ao Irã um plano de cessar-fogo em 15 pontos, por meio do Paquistão, mediador do processo.
  • O Irã apresentou contraproposta de cinco condições, incluindo o fim de ataques dos EUA e de Israel, reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz e garantias de que a guerra não seja retomada.
  • A região vive tensões, com ataques israelenses contra o Irã e peões na região, além de violência no Líbano envolvendo o Hezbollah e impactos no Golfo.
  • Os preços do petróleo subiram, com o Brent perto de 108 a 110 dólares por barril após os ataques e a escalada de hostilidades.

Trump adiou o prazo para ataques contra o Irã enquanto negociações estão em andamento. O ultimato para reabrir o Estreito de Ormuz foi inicialmente estabelecido para 48 horas, após o sábado, e depois prorrogado. O governo dos EUA diz que as conversas vão bem.

Em 26 de abril, o presidente informou, via Truth Social, que suspende o período de destruição de usinas de energia por 10 dias, até 6 de abril de 2026, horário de Washington. A fala ocorreu num contexto de negociações com Teerã.

O envio especial dos EUA, Steve Witkoff, mencionou fortes indícios de acordo e confirmou envio de um plano de cessar-fogo em 15 pontos, mediado pelo Paquistão. Teerã respondeu por meio da agência Tasnim, citando uma contraproposta de cinco pontos.

Resposta iraniana e condições

A contraproposta iraniana exige o fim dos ataques dos EUA e de Israel, além de memórias de reparações e reconhecimento da soberania sobre Ormuz. O Irã diz buscar garantias de que não haverá retaliações nem nova guerra na região.

Trump ressaltou, em discurso na Casa Branca, que os EUA podem controlar o petróleo iraniano e afirmou que o Irã quer fechar o acordo por estar sob pressão. O presidente afirmou ainda que o diálogo avança, apesar de avaliações adversas da imprensa.

Panorama regional e impactos

Enquanto o Irã enfrenta bombardear de Israel, o Líbano vive tensões com o Hezbollah, gerando risco de escalada. Observadores destacam que a situação afeta a segurança no Golfo e flutuações no preço do petróleo.

Ataques recentes atingiram alvos no Irã e no Golfo, com ações declaradas por Israel e relatos de vitórias estratégicas. Países do Golfo registraram impactos econômicos e diplomáticos, mantendo o cenário volátil e incerto.

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