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Sobrevivente de Epstein que votou em Trump teme não obter justiça

Sobrevivente de Epstein que votou em Trump teme que a justiça não chegue e que os arquivos não sejam totalmente divulgados

Jena-Lisa Jones holds a photo of her younger self during a news conference outside the US Capitol in Washington DC on 18 November 2025.
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  • Jena Lisa Jones, sobrevivente de Epstein, disse que votou em Donald Trump em 2024 para ver os arquivos de Epstein, mas agora teme que não haverá justiça.
  • Ela contou, em entrevista ao podcast Shadow Sessions, que não teve dia no tribunal e que o caso virou “circus” após a morte de Epstein.
  • Jones afirma que, após a eleição, houve promessas de liberar os arquivos, mas, no verão, houve retratação e alegações de “hoax” político por parte de Trump.
  • O Departamento de Justiça disse que não liberaria novos documentos de Epstein; em novembro Trump assinou lei que exige a divulgação dos arquivos.
  • Desde então, o DOJ já publicou centenas de milhares de páginas, mas sobreviventes dizem que faltam materiais, incluindo entrevistas do FBI; Jones ainda não encontrou seus arquivos entre as divulgações.

Jena Lisa Jones, sobrevivente de Jeffrey Epstein, disse nesta semana que teme não obter justiça após ter votado em Donald Trump nas eleições de 2024, esperando que ele tornasse públicos os arquivos do caso.

Em entrevista ao podcast Shadow Sessions, Jones afirmou que o alvo era obter acesso aos documentos que envolvem Epstein, sua rede e as acusações de exploração de menores, e que a promessa de transparência de Trump a motivou a votar nele.

Ela relatou que, embora houvesse otimismo durante a campanha, após a eleição o entusiasmo se transformou em frustração diante do atraso na divulgação dos arquivos.

Jones afirmou que, desde que Trump assumiu, houve pressão para liberar os documentos, seguido por críticas de que o tema seria uma farsa democrata, o que diminuiu a esperança de justiça.

No verão, o governo informou que não liberaria novos arquivos relacionados a Epstein, apesar das promessas da campanha, alimentando o questionamento sobre o andamento das investigações.

Ela descreveu o que considera justiça: responsabilizar predadores em todos os níveis e, se possível, proteger as crianças. Também mencionou o endurecimento de críticas e ameaças que recebe por falar.

Jones contou que, apesar da pressão pública e do assédio de apoiadores, continua compartilhando sua história para encorajar outras vítimas a se manifestarem.

Ela recordou que, em novembro, participou de um grupo de sobreviventes que pediu ao Congresso a aprovação de legislação para obrigar a Justiça a publicar os registros de Epstein, em frente ao Capitólio.

Na época, Jones afirmou que pediu a Trump que não transformasse o tema em motivo político, com críticas ao comportamento dele sobre o tema.

Depois, Trump assinou a lei que tornou obrigatória a divulgação de parte dos arquivos, em 19 de novembro, sinalizando mudança de posição diante da maioria do Congresso.

Até janeiro, o Departamento de Justiça divulgou milhares de páginas de documentos, ampliando o conhecimento sobre Epstein e sua rede. Ainda assim, algumas vítimas dizem não ver seus relatos entre os materiais publicados.

O DOJ declarou que todos os documentos relevantes foram disponibilizados, exceto duplicatas, itens privilegiados ou cujo conteúdo esteja ligado a investigações em curso.

Jones afirmou que ainda não encontrou seus arquivos entre os materiais divulgados, mesmo tendo colaborado com o FBI e trocado mensagens com autoridades no período.

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