- O Senado falhou pela sétima vez em avançar com um projeto de lei para financiar parte do Departamento de Segurança Interna (DHS), mantendo o governo fechado há quase seis semanas.
- A votação terminou 53 a 47, majoritariamente por partidos, acima do mínimo de 60 votos necessários para seguir adiante.
- O presidente Donald Trump disse que assinaria uma ordem executiva para pagar imediatamente os agentes da Administração de Segurança de Tráfego (TSA) durante o shutdown, para aliviar a pressão sobre o Congresso temporariamente.
- Líderes republicanos planejam redigir um texto para financiar o máximo possível do DHS, tentando aprovar por consentimento unânime; democratas exigem salvaguardas mais fortes sobre a aplicação de imigração.
- A Câmara dos Representantes aprovou, com 218 a 206, um projeto republicano para reabrir o DHS, enquanto a disputa sobre o financiamento permanece entre Senado e governo.
O Senado dos Estados Unidos não conseguiu avançar, pela sétima vez, com um projeto de lei que financia parcialmente o Departamento de Segurança Interna (DHS). A paralisação já dura quase seis semanas. A derrota ocorre dias após o presidente Donald Trump anunciar uma ordem executiva para pagar imediatamente agentes da TSA durante o shutdown, tentando aliviar a pressão sobre o Congresso.
O objetivo era liberar recursos para parte do DHS, incluindo TSA, Cisa, Guarda-costeira e FEMA. O voto ficou em 53 a 47, com apoio majoritariamente conservado, deixando claro que não havia apoio de 60 senadores necessários. Apenas o democrata John Fetterman votou a favor.
John Thune, líder da maioria, apresentou nova tentativa de reconsideração, para colocar o tema em pauta novamente. A bancada republicana descreveu a proposta como o último oferecimento, porém os democratas mantiveram posição contrária, exigindo salvaguardas mais fortes em políticas de imigração.
Votação no Senado
Thune afirmou que a ordem de Trump pode reduzir a pressão imediata, mas é solução de curto prazo. A Comissão de Orçamento do Senado planeja redigir texto para financiar o máximo possível o DHS e tentar aprovação por consentimento unânime. A presidente da Câmara, Mitch McConnell, citou impasse entre as partes.
Paralelamente, uma proposta republicana propunha financiar subagências do DHS, como a TSA, mas manteria recursos do ICE sob reserva. A ideia era incluir o financiamento do ICE em reconciliação com outras prioridades. Democratas responderam com contraproposta mais rígida em imigração, que foi rejeitada.
panorama na Câmara e impactos
A Câmara aprovou, na véspera, um projeto reabrindo o DHS com apoio de quatro democratas, por 218 a 206. ICE recebeu cerca de 75 bilhões de dólares no pacote anterior do governo, o que lhe deu certa blindagem financeira em relação a outros setores do DHS.
Em audiência na Câmara, Ha Nguyen McNeill, em atuação como administradora interina da TSA, relatou atrasos históricos nos aeroportos e estimou que o orçamento anual deve sofrer prejuízo de aproximadamente 1 bilhão de dólares devido às paralisações. Ela citou queda na presença de funcionários.
O envio de fundos frescos ao DHS permanece difícil, com as negociações entre republicanos e democratas estendidas. Enquanto isso, o governo federal continua a enfrentar despesas administrativas associadas à paralisação parcial dos serviços.
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