- O Instituto para o Governo (IFG) afirma que o governo de Keir Starmer não está no caminho para reformar serviços públicos conforme três objetivos anunciados, incluindo descentralizar o poder de Whitehall para as áreas locais.
- Os objetivos eram organizar os serviços em torno da vida das pessoas, priorizar a prevenção e transferir poder para áreas locais, mas o IFG aponta que nenhum deles estará plenamente alcançado até a eleição de 2029.
- O relatório aponta centralização contínua, possível estagnação ou reversão da integração e ausência de avanço significativo na prevenção, com consequências consideradas uma oportunidade perdida.
- Entre as mudanças citadas estão a transformação do NHS (Serviço Nacional de Saúde) e a criação de conselhos locais unitários pela redução de camadas administrativas, ampliando o controle central.
- O documento sugere que qualquer mudança de rumo envolva pessoas próximas ao primeiro-ministro, como o ministro chefe de secretarias, com o comitê de serviços públicos como fórum de coordenação, enquanto o governo avança com a Identidade Digital (digital ID) para unificar serviços.
O Labour não está conseguindo cumprir as promessas de reformar serviços públicos, aponta análise do Institute for Government (IFG). O relatório avalia as três diretrizes divulgadas pelo governo para facilitar acesso e melhoria de serviços como NHS, Justiça e assistência social infantil.
Segundo o estudo, nenhuma das metas deve ocorrer até a próxima eleição, prevista para o verão de 2029. O IFG alerta para um avanço mais centralizado e menos foco na prevenção, sob o atual ritmo do governo.
Quem conhece os objetivos de Downing Street diz que a intenção de tornar serviços mais locais enfrenta resistência interna em Whitehall, que quer manter o poder no centro. O NHS é citado como exemplo de mudança recente.
Desdobramentos do setor público apontam que, em saúde, houve a ideia de extinguir o NHS Inglaterra, transferindo poder para o Ministério da Saúde. Em governo local, o Ministério de Habitação tem aprovado a redução de camadas administrativas para uniões maiores.
O relatório afirma que, em três reestruturações (polícia, governo local e NHS), ministros optaram por consolidar unidades menores em estruturas maiores. Isso tende a reduzir a descentralização pretendida.
A IFG critica que mudanças estruturais podem atrasar ou dificultar integração local e prevenção. O documento aponta desalinhamento entre metas anunciadas e a condução das mudanças pelas pastas.
A análise sugere que mudanças de estratégia passem por interlocutores próximos ao premiê, como o secretário-chefe, Darren Jones, e o comitê de gabinete de serviços públicos para coordenação.
Darren Jones lidera a implantação de identidade digital que unificaria serviços públicos em uma única plataforma, facilitando o acesso. A meta é lançar o sistema antes da eleição de 2029, mas sem data definida.
O Gabinete comentou que solicitou posição oficial sobre o tema. O relatório do IFG repercute como um retrato crítico do andamento das reformas e de seus impactos na governança local.
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