- O Parlamento Europeu desbloqueou o acordo arancelário com os EUA e enviou a ratificação final para negociação com o Conselho da UE.
- O documento, fechado em Turnberry, Escócia, em julho do ano passado, pode avançar dependendo da aprovação do Conselho.
- As tratativas haviam sido paralisadas por ameaças de tarifas de Trump e pelo veredito do Supremo Tribunal dos EUA sobre as medidas anteriores.
- O comissário de Comércio, Maroš Šefčovič, classificou o passo como crucial para que o acordo esteja vigente em ambos os lados do Atlântico.
- O embaixador dos EUA junto à União Europeia, Andrew Puzder, elogiou a decisão, ressaltando que ainda há negociações entre Parlamento e Conselho.
O Parlamento Europeu desbloqueou o processo de ratificação do acordo tarifário com os EUA, firmado no fim de julho do ano passado por Ursula von der Leyen e Donald Trump, em Turnberry, na Escócia. A Câmara aprovou avanço para negociar com o Conselho da UE, buscando a ratificação final do pacto.
A medida rompeu o congelamento imposto após as ameaças de Trump de impor tarifas e também após a decisão do Supremo dos EUA contra a primeira rodada de tarifas. Agora, a Eurocâmara avança para a negociação com os Estados membros para concluir a ratificação.
O comissário de Comércio, Maroš Šefčovič, celebrou o passo como crucial, ressaltando que o acordo deve vigorar em ambas as partes. O governo dos EUA acompanhou o desfecho, com o embaixador Andrew Puzder elogiando a decisão e mantendo as negociações entre o Parlamento e o Conselho.
O acordo envolve duas frentes: uma parte política, ligada a compras de gás, armas e investimentos; e uma parte legal, que prevê a suspensão de tarifas para produtos industriais dos EUA e um mecanismo que favorece compras agrícolas da UE. A validação depende tanto do Parlamento quanto do Conselho da UE.
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