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ONG processa presidenciável do MBL por crítica a ‘favelagem’ em anúncio da Nike

Favela.ong ajuíza interpelação contra Renan Santos por críticas à ‘favelagem’ em anúncio da Nike; ONG exige esclarecimentos e retratação

Renan Santos, candidato a presidente pelo Missão. Foto: Reprodução/YouTube
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  • A Favela.ong protocolou uma interpelação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo contra o pré-candidato Renan Santos (Missão) por críticas feitas ao vídeo publicitário da Nike.
  • Renan Santos reagiu ao anúncio, afirmando que “a Nike resolveu humilhar o Brasil novamente” e chamando a favela de “porcaria”.
  • Em outra postagem, no X, ele comentou o vídeo e ironizou: “Parabéns por mais essa favelagem”, citando o atacante Vinicius Júnior como “chorão”.
  • A ONG pediu que Renan seja intimado a prestar esclarecimentos em até 48 horas, deletar o vídeo de seus perfis e fazer retratação pública.
  • A entidade acusa as declarações de apresentarem carga preconceituosa, estigmatizante e aporofóbica, pedindo responsabilização jurídica.

A Favela.ong ajuizou uma interpelação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo contra o pré-candidato Renan Santos, do Missão, por críticas à campanha publicitária da Nike. O foco é o que a entidade vê como uso de termos depreciativos em relação a comunidades pobres. O protocolo ocorreu nesta quarta-feira 25.

Renan Santos reagiu ao anúncio da Nike em vídeo publicado no Instagram, no qual o produto é apresentado com cenas de uma favela. O candidato disse que a marca humilhou o Brasil, além de classificar a favela como algo negativo. Em outra ação, ele mencionou Vinicius Júnior como chorão ao comentar o material.

A representação solicita a intimação do pré-candidato para esclarecer as declarações em até 48 horas, e cobra que ele apague o conteúdo de suas redes e realize uma retratação pública. A ONG argumenta que as falas demonstram desvalorizações de espaços sociais e de seus moradores.

Contexto jurídico e alegações

A Favela.ong sustenta que as declarações do interpelado extrapolam a crítica audiovisual e assumem um tom reiterado de desqualificação de comunidades pobres. A entidade afirma haver carga preconceituosa, estigmatizante e de cunho aporofóbico, o que justifica a intervenção judicial.

O pedido busca esclarecer responsabilidades legais do pré-candidato e estabelecer se houve violação de direitos de imagem e de dignidade de segmentos sociais representados nas imagens. A ação não determina condenação, mas solicita providências cabíveis no âmbito jurídico.

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