- Ministros de Lula intensificam agendas em seus estados, mantendo foco local à medida que as eleições se aproximam.
- Fernando Haddad, antes de deixar o Ministério da Economia, participou de caravana com Lula em São Paulo, anunciando a saída para concorrer ao governo do estado.
- A ministra Simone Tebet, do Planejamento, tem ido a quase todas as agendas em São Paulo e deve disputar o Senado pela base lulista, em acordo com o PSB.
- O ministro Rui Costa, da Casa Civil, mira investimentos do PAC na Bahia, visitando obras em cidades como Itabuna, Jequié e Poções.
- Camilo Santana, da Educação, tem se dedicado ao Ceará para apoiar a reeleição do governador Elmano de Freitas e manter atuação no Senado por mais quatro anos.
De saída para as eleições, ministros do governo Lula têm redirecionado agendas para seus estados de origem. A estratégia aparece nos últimos dias antes do afastamento formal de alguns quadros do Palácio do Planalto.
Ministros têm priorizado viagens e atividades em seus redutos eleitorais, acompanhando a percepção de que as disputas de outubro exigem presença local. O conjunto de ações é visto como natural por aliados e governistas.
Antes de deixar o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad participou de viagens com o presidente Lula. A Caravana Federativa passou por São Paulo no dia em que ele anunciou a candidatura ao governo paulista.
Simone Tebet tem ido a quase todas as agendas em São Paulo. A ministra, hoje ligada ao planejamento, prepara-se para indicar o destino de sua candidatura ao Senado na base lulista.
Rui Costa, chefe da Casa Civil, tem focalizado investimentos do PAC na Bahia. O ex-governador visita obras em Itabuna, Jequié e Poções, mantendo entrevista com rádios locais.
Jader Filho, à frente das Cidades no Pará, realizou o último grande ato no estado, entregando unidades do Minha Casa, Minha Vida em Santarém. O evento ocorreu com Lula em Brasília em sua transmissão.
Camilo Santana, da Educação, tem reforçado o trabalho no Ceará, olho na reeleição do governador Elmano de Freitas. O senador em conclusão de mandato atua para manter apoio no interior.
Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, tem ampliado presença no Paraná. Candidata ao Senado, participou de atividades do Ministério da Saúde em Curitiba.
Pelo Planalto, ministros justificam as deslocações como atividades oficiais. A leitura de governo é de que tais ações sempre ocorreram e são naturais para quem concorre em 2026.
Foco regional e leitura estratégica
A articulação entre o Planalto e os estados reforça a percepção de alinhamento entre políticas nacionais e campanhas locais. Parlamentares e assessores destacam que ações em estados costumam reforçar base eleitoral.
Os ministros citam atuação em obras públicas, projetos de infraestrutura e saúde como exemplo de continuidade de programas. O objetivo é manter visibilidade nos territórios onde disputam vagas.
A soma de agendas revela uma estratégia de presença constante em diversos estados, com cada ministro priorizando ações compatíveis com seu papel institucional. A equipe não confirmou planos de descontinuidade.
Fontes ligadas ao Palácio afirmam que a coordenação entre ministérios continuará, de modo a evitar rupturas. A prioridade é manter o calendário de obras e lançamentos já programados.
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