Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Indicação de Jorge Messias ao STF permanece travada no Senado

Indicação de Jorge Messias ao STF permanece travada no Senado, com apenas 25 apoios e veto informal de Davi Alcolumbre, em ano eleitoral

Indicação de Jorge Messias ao STF enfrenta resistência no Senado e mobiliza Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
0:00
Carregando...
0:00
  • Messias ainda não teve o convite ao Senado formalizado, apesar de anunciado há mais de três meses, mantendo a indicação suspensa.
  • Hoje ele soma apenas vinte e cinco apoios declarados, bem aquém dos quarenta e um necessários; na CCJ são dez de quatorze votos favoráveis, com muitos indecisos ou contrários.
  • O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, controla a pauta e o ritmo das votações, criando dependência do governo Lula em relação à sua posição para destravar a sabatina.
  • As eleições municipais de outubro levam oposição e parte da base aliada a querer adiar a decisão, e o funcionamento híbrido do Senado atrapalha a articulação cara a cara.
  • O caso da recondução de Paulo Gonet mostrou queda de apoio, passando de 65 votos em 2023 para 45 em 2025, sinalizando maior resistência do Senado a nomeações do Executivo. Fonte: Gazeta do Povo.

A indicação de Jorge Messias ao STF encontra um entrave político em Brasília. O governo ainda não enviou formalmente a mensagem ao Senado, sob a justificativa de não ter votos garantidos. A tramitação depende da articulação entre o Palácio do Planalto, o governo Lula e o Senado, com influência do senador Davi Alcolumbre.

A demora é a mais longa desde o início do mandato de Lula para uma nomeação de ministro no STF. A indefinição acontece em meio a um ambiente de hesitação entre apoio e oposição entre senadores, refletindo a dificuldade de assegurar a maioria de 41 votos necessária para aprovação.

Situação atual no Senado

Messias conta com 25 apoios declarados, número abaixo do necessário para aprovação. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o cenário é desfavorável: são 10 votos de 14 necessários, com muitos senadores indecisos ou contrários ao atual advogado-geral da União.

Papel de Davi Alcolumbre

O presidente da CCJ controla a pauta e o ritmo das votações. A relação com o governo está desgastada, já que Alcolumbre preferia a indicação de Rodrigo Pacheco. Sem maioria estável, o governo fica dependente da avaliação do senador para destravar a sabatina, conferindo a Alcolumbre influência relevante.

Impacto das eleições municipais

A oposição e parte da base aliada pretendem adiar a decisão após outubro, em ano de eleição para prefeitos e vereadores. O ambiente político tende a evitar votações polêmicas que gerem desgaste entre eleitores, somado ao funcionamento híbrido do Senado, que dificulta a articulação presencial.

Caso Paulo Gonet como referência

A recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República mostrou queda de apoio: 65 votos em 2023, 45 em 2025. O episódio indica maior resistência a nomes enviados pelo Executivo, obrigando negociações individualizadas no que se chama mercado do varejo político.

Conteúdo elaborado com informações da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais