- O governo britânico deve emitir um pedido de desculpas formal pelo papel do Estado nas adoções forçadas, afirmam deputados de diferentes partidos.
- O relatório da comissão de educação recomenda um compromisso inicial com o pedido de desculpas e o início de negociações com grupos de sobreviventes para definir o texto.
- O pedido de desculpas público e formal é visto como essencial para corrigir o registro público e aliviar o peso sobre mães e adotados.
- Entre mil novecentos e quarenta e nove e mil novecentos e setenta e seis, cento e oitenta e cinco mil bebês foram tirados de mães solteiras e colocados para adoção na Inglaterra e no País de Gales.
- Embora o governo ainda não tenha apresentado a desculpa, o ministro responsável disse que o tema está sendo considerado; Irlanda e Austrália já estabeleceram compensação, e governos do País de Gales e da Escócia já apresentaram desculpas.
O Reino Unido deve emitir rapidamente um pedido formal de desculpas pelo papel do Estado nas adições forçadas, afirmam deputados de diferentes partidos. O relatório da comissão de educação pede compromisso inicial de desculpa e diálogo com grupos de sobreviventes para definir o texto.
Entre 1949 e 1976, cerca de 185 mil bebês foram retirados de mães solteiras e colocados para adoção na Inglaterra e no País de Gales, devido à vergonha culture. Igrejas, organizações de caridade e autoridades locais financiaram e facilitaram as adoções.
A presidente da comissão, Helen Hayes, disse que ouvir sobreviventes foi emocionante e que práticas forçadas causaram traumas multigeracionais. O relatório reforça a necessidade de uma desculpa pública para corrigir o registro público.
Na recente memória, governos do País de Gales e da Escócia já apresentaram desculpas formais, em 2023, e a liderança da Igreja Católica na Inglaterra e Gales pediu perdão em 2016. O governo britânico ainda não se pronunciou oficialmente.
O Ministério da Educação afirmou que a possibilidade de desculpa está sendo avaliada, ressaltando que a decisão deve refletir a gravidade da injustiça e ser feita por um membro sênior do governo. Países como Irlanda e Austrália têm esquemas de compensação.
Year passado, o MAAd (Movimento pela Desculpa pela Adoção) chegou a considerar ações legais por falta de medidas de reparação ou pedido de desculpa. A comissão aponta que não houve um único responsável, mas o Estado moldou o contexto de coerção.
Recomendações e próximos passos
A comissão recomenda melhor acesso a registros, atendimento de saúde com abordagem de traumas e consultas regulares com o governo. Também há críticas a entidades como a Salvation Army e Barnardo’s por não assumirem plenamente responsabilidades.
Surviventes relatam impactos duradouros. Sally Ells, cofundadora do Adult Adoptee Movement, pediu uma desculpa significativa que reconheça a adoção forçada e as consequências para mães e adotados adultos. Ells descreveu traumas graves e persistentes.
Um porta-voz do governo afirmou que a prática foi abominável, expressou solidariedade às vítimas e afirmou que o assunto é levado a sério, com apoio contínuo às pessoas afetadas.
Entre na conversa da comunidade