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Disputa entre aliados complica montagem de palanques de Lula no Nordeste

Disputa entre aliados no Nordeste ameaça palanques de Lula, exigindo árbitro para evitar fragmentação e perda de apoio nas chapas regionais

Desempenho. Em 2022, Lula conquistou dois terços do eleitorado nordestino. Foi o que assegurou a vitória contra Bolsonaro – Imagem: Ricardo Stuckert/PR
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  • A menos de seis meses das eleições, Lula encara fragmentação da base no Nordeste, com conflitos em pelo menos sete dos nove estados.
  • O presidente atua como árbitro para evitar palanques fragmentados e manter a força do PT na região.
  • O Nordeste é decisivo para Lula: ele venceu o segundo turno na região desde 2002 e teve 69,3% dos votos válidos no conjunto da região na eleição passada.
  • Na Bahia, a possibilidade de chapa puro-sangue pode tensionar a base; no Ceará, há disputa interna por vagas ao Senado e pressão da oposição; no Maranhão, ocorre rompimento entre o governo e o grupo ligado a Dino, gerando incerteza sobre qual governador será apoiado.
  • Em Pernambuco, o cenário está mais definido com João Campos, Marília Arraes e Humberto Costa fortalecendo o palanque lulista; em Paraíba, há impasse com palanques divergentes entre aliados diretos de Lula.

O presidente Lula (PT) encara, a pouco de seis meses das eleições, um cenário de forte fragmentação entre aliados no Nordeste, região decisiva para a vitória de 2022. A disputa interna envolve palanques, vagas ao Senado e a definição de chapas estaduais. Lula atua como árbitro para evitar rupturas que possam enfraquecer sua base no petismo.

Em pelo menos sete dos nove estados nordestinos, há conflitos entre expoentes que apoiam o governo. A prioridade é manter palanques coesos e evitar fraturas que comprometam a força do campo progressista na região.

O Nordeste historicamente garante grandes vitórias do PT no segundo turno. Em 2022, Lula teve 69,3% dos votos válidos na região e impôs vitória em parte expressiva do eleitorado nordestino. No primeiro turno, alcançou 66,7% dos votos locais.

Bahia

Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) tenta a reeleição, o que pode tensionar a base. A chapa ao Senado tende a privilegiar lideranças petistas, como Rui Costa e Jaques Wagner, gerando desconforto entre aliados que apoiam Lula, ainda que de modo geral mantenham o apoio.

Ceará

No Ceará, o exponente de peso envolve disputa interna e pressão da oposição. Elmano de Freitas (PT) disputa a reeleição com uma coalizão ampla, mas divergem nomes para o Senado, entre José Guimarães (PT), Eunício Oliveira (MDB) e Luiza Lins (PT). A presença de Ciro Gomes amplia o risco de ruptura.

Maranhão

O Maranhão registra ruído entre o governador Carlos Brandão (sem partido) e o grupo ligado a Flávio Dino, o que fragiliza a base lulista. O PT avalia manter o vice-governador Felipe Camarão (PT) na chapa, com discussão sobre apoiar o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), para compor o governo.

Paraíba

Na Paraíba, o impasse envolve dois aliados diretos de Lula, potencializando palanque duplo. O vice-governador Lucas Ribeiro (PP) deve concorrer à reeleição, e o MDB aponta para candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. A disputa pode estender-se ao Senado.

Pernambuco

Em Pernambuco, o cenário é mais definido. João Campos (PSB) fechou chapa com Marília Arraes (Solidariedade) e Humberto Costa (PT), fortalecendo o palanque Lula. A governadora Raquel Lyra (PSD) fica isolada na disputa pela liderança local.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra (PT) abriu mão de concorrer ao Senado e apoiará o secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), para o governo. A composição enfrenta dificuldades para recompor a aliança com Zenaide Maia (PSD).

Sergipe

Em Sergipe, o PT projeta abrigo para Rogério Carvalho na chapa, em troca do apoio do governador Fábio Mitidieri (PSD). Ainda há resistência interna em alguns setores, que avaliam apoiar outro nome caso o acordo não se consolide.

Alagoas e Piauí

Alagoas tende a alinhamento com Renan Filho (MDB) ao governo e Renan Calheiros (MDB) à reeleição, mesmo com a oposição concentrada emArthur Lira. No Piauí, Rafael Fonteles (PT) deve disputar a reeleição com base consolidada e acordos firmados para o Senado.

A tensão entre alianças locais impõe ao presidente a tarefa de coordenar estratégias. A manutenção de palanques estáveis no Nordeste é vista como essencial para sustentar a vantagem nacional de Lula. A dinâmica regional deve seguir evoluindo até o pleito.

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