- Turbas colonos israelenses incendiaram casas e veículos e agrediram palestinos na Cisjordânia, em ataques aparentemente coordenados, com forças israelenses frequentemente atuando de forma passiva.
- Desde o início do mês, colonos e polícia teriam matado pelo menos 10 civis palestinos na região ocupada, incluindo dois irmãos e seus pais que voltavam de uma viagem de Ramadan.
- O deputado democrata Ritchie Torres e o deputado Daniel Goldman condenaram a violência, pediram responsabilização e defenderam sanções; ambos recebem apoio de Aipac (American Israel Public Affairs Committee).
- Outros políticos apoiados pela Aipac também condenaram os ataques; há debate sobre a influência do lobby pró-Israel, com alguns candidatos prometendo não aceitar doações do grupo.
- Um relatório das Nações Unidas aponta expansão acelerada de assentamentos ilegais na Cisjordânia e East Jerusalem, com deslocamento de cerca de 36 mil palestinos.
O grupo de apoiadores de Israel na oposição democrata nos Estados Unidos condenou a violência de colonos na Cisjordânia. Em meio a ataques coordenados a civis palestinos, registrou-se aumento de ataques com incêndios e agressões, com a polícia e forças israelenses atuando de forma limitada em alguns episódios.
Lideranças apoiadas pela Aipac pediram responsabilização dos autores e zerar a tolerância à violência extremista, independentemente do rosto do grupo. Parlamentares como Ritchie Torres, de Nova York, e Daniel Goldman, também de Nova York, enfatizaram a necessidade de cumprir a lei contra os responsáveis e defender uma aplicação firme da justiça.
O caso ganhou repercussão após relatos de ataques recentes a dezenas de alvos em comunidades na West Bank, com dezenas de viaturas e residências incendiadas e ataques a palestinos. Desde o início do mês, pelo menos 10 civis palestinos foram mortos, entre eles dois irmãos e seus pais, conforme informações divulgadas.
A participação de outros congressistas que defendem sistematicamente a relação com Israel também foi destacada, incluindo Ruben Gallego e Greg Stanton, que cobraram ações do governo de Israel para evitar novas agressões. Shontel Brown criticou o papel de potências políticas no endurecimento de políticas.
Além disso, Jacky Rosen afirmou que a violência contra civis palestinos representa uma ameaça à segurança nacional de Israel e deve ser tratada como tal. Políticos apoiados pela Aipac também pressionaram o Congresso a considerar sanções contra atores que atrapalhem a solução de dois Estados.
No âmbito externo, análises indicam que a opinião pública nos EUA tem se revelado mais crítica à posição de apoio total a Israel, com parte dos eleitores favorável aos palestinos. Pesquisas indicam agravamento da crise política para legisladores que dependem de doações para campanhas.
Embora a cooperação militar entre EUA e Israel permaneça intensa, a confiança pública em apoio a Israel tem recuado entre democratas, especialmente com a aproximação de primárias e eleições gerais. A postura de condenar a violência de colonos é vistos como caminho para demonstrar firmeza sem comprometer laços com aliados.
Esferas de assessoria indicaram que a Aipac não comentou rapidamente o tema, enquanto representantes do grupo defenderam a democracia e o direito de responsabilizar quem comete violência. Não houve confirmação de novas medidas oficiais até o fechamento desta edição.
Um relatório dasNações Unidas divulgado recentemente aponta expansão de assentamentos na West Bank e em Jerusalém Oriental, com deslocamentos forçados de cerca de 36 mil palestinos. A ONU destacou papel central de autoridades israelenses na condução de ações de violência e deslocamento.
Entre na conversa da comunidade