- A agenda Maha de Trump está parada, com duas das posições mais influentes da saúde em aberto: o cargo de diretor do CDC e a confirmação do cirurgião-geral no Senado.
- O presidente ainda não indicou um diretor permanente para o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), deixando a agência sem liderança estável por mais de 210 dias.
- A nomeação de Casey Means para cirurgião-geral permanece em impasse no Senado, sem data marcada para votação.
- O último diretor confirmado pelo Senado, Susan Monarez, foi demitido menos de um mês depois de assumir, em meio a conflitos com o secretário de Saúde.
- A administração busca candidatos alinhados à missão Maha e com chance de aprovação, conforme reportagens que destacam a dificuldade de encontrar alguém apto a ser confirmado pelo Senado.
O governo de Donald Trump enfrenta travas na agenda Maha, com duas das posições mais influentes em saúde sem ocupante confirmado: o diretor permanente do CDC e o médico líder do país ainda não nomeado ou com aprovação do Senado. O comando do CDC está sem diretor confirmado há mais de 210 dias, o tempo máximo permitido por lei para um chefe interino governar a agência.
Jay Bhattacharya, que também coordena o NIH, atua como chefe interino do CDC desde fevereiro e deve permanecer no cargo por delegação do secretário de Saúde, Robert F Kennedy Jr. A Casa Branca e o HHS disseram que Kennedy e Chris Klomp analisam candidatos que ajudem a restabelecer a missão original do CDC no combate a doenças infecciosas.
O último diretor confirmado pelo Senado, Susan Monarez, assumiu em julho e foi demitida menos de um mês depois, após desacordos com Kennedy sobre a agenda de vacinas. A saída desencadeou turbulência interna e críticas sobre politização da agência. Além disso, houve um ataque a sede do CDC, em Atlanta, ligado a acusações ligadas a vacinas.
Situação do médico-chefe e controvérsias
O nome indicado para surgeon general, Casey Means, permanece sem votação no Senado mais de 320 dias após a nomeação inicial. Means testificou há mais de um mês, mas a comissão de saúde não marcou a sabatina. O posto continua vago, e a decisão depende de votos de republicanos-chave.
Means apresentou um perfil singular, sem certificação médica completa e com atuação centrada em wellness e redes sociais. Questionamentos sobre experiência clínica, licenciamento ativo e possíveis conflitos de interesse moldam o escrutínio entre os senadores de oposição e apoio.
Entre os votos relevantes, Bill Cassidy, Susan Collins e Lisa Murkowski expressaram ceticismo sobre pontos da agenda de Means. Collins e Murkowski sinalizaram dúvidas sobre o alinhamento com as promessas feitas pelo secretário Kennedy. Cassidy participou do processo de confirmação de Kennedy anteriormente.
As negociações hoje concentram esforços nos três senadores citados, que podem decidir o caminho da nomeação. Enquanto isso, o governo busca candidatos que atendam à linha de Maha e enfrentem um escrutínio rigoroso no Senado.
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