- Morgan McSweeney não revelou ser chefe de gabinete do primeiro-ministro ao relatar o roubo do celular, conforme transcript divulgado pela polícia metropolitana.
- A Met reconheceu que o endereço registrado estava incorreto, indicando Belgrave Street em vez de Belgrave Road, Pimlico.
- O roubo ocorreu em área central de Londres, com McSweeney afirmando ter aponte do telefone “governo” e ter tentado rastreá-lo.
- A polícia reabriu a investigação de roubo do telefone após identificar o erro no endereço registrado.
- O dispositivo foi desligado imediatamente, e McSweeney ganhou um novo aparelho no dia seguinte, com o mesmo numero.
Morgan McSweeney não revelou ser chefe de gabinete do primeiro-ministro quando informou ter tido o celular furtado, aponta transcrição divulgada pela polícia metropolitana.
Em London, o monitoramento do 999 mostra que o então chefe de gabinete da residência oficial reportou o furto minutos após o ocorrido na região central, sem mencionar o cargo. O dispositivo era o telefone de trabalho.
A instituição divulgou integralmente a transcrição do atendimento de emergência, em movimento considerado incomum. A polícia afirmou que houve duas tentativas de contato com McSweeney durante o expediente, sem retorno, e que câmeras de segurança foram analisadas, mas no local incorreto.
Erro de endereço e reabertura de investigação
A polícia revisita uma investigação encerrada por registrar endereço errado. No áudio, o furto é descrito como ocorrendo em Westminster, mas o atendente cita uma área próxima, enquanto McSweeney não reconhece o local.
McSweeney relata que o furto aconteceu logo após o incidente e que caminhou por alguns quarteirões, sendo orientado a não assumir mais riscos pelo operador. Ele desejava registrar a ocorrência imediatamente, sem aguardar agentes.
O No 10 informou que o aparelho foi desligado na hora e substituído no dia seguinte por outro com o mesmo número. A posição oficial é de que houve substituição do dispositivo, sem mudança no número.
Contexto e desdobramentos
As comunicações de assessores da liderança e de ministros devem ser tornadas públicas conforme a tramitação de documentos de Mandelson. O governo está sob pressão para divulgar toda a correspondência relacionada. McSweeney pediu demissão em fevereiro, citando implicações da nomeação de Mandelson como embaixador nos EUA.
Nova tranche de arquivos, com milhares de documentos, deve ser liberada após a Páscoa. A expectativa é de incluir mensagens informais além de conteúdos formais, ampliando o escrutínio sobre o período.
A polícia afirmou que, ao responder a questionamento da imprensa, identificou o erro de endereço no registro inicial. O relatório será corrigido e a avaliação de evidências será reexaminada para possíveis novas linhas de investigação.
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