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Rubini, alvo de operação da PF, passa a integrar Conselho do governo Lula

Operação da PF mira suspeitas de lavagem associadas a Rubini; ele é membro do Conselhão do governo Lula, mandato até março de 2027

Grupo Fictor pediu recuperação judicial após crise do Banco Master. (Foto: reprodução/Youtube Fictor)
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  • Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor, integra o Conselhão do governo Lula, com mandato até março de 2027.
  • A Polícia Federal deflagrou operação contra esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no sistema financeiro, com ligações a facções como o Comando Vermelho; houve menção à Caixa Econômica Federal como instituição visada.
  • As fraudes investigadas podem superar R$ 500 milhões; Rubini foi alvo de busca e apreensão e teve sigilos bancário e fiscal violados.
  • A ação envolveu 21 prisões preventivas e 43 mandados de busca e apreensão, em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia; pelo menos 14 pessoas foram presas até o meio da manhã.
  • A Justiça autorizou bloqueio e sequestro de bens até R$ 47 milhões; houve apreensão de relógios de luxo, aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie; há uma linha sobre possível indicação de Lulinha para o Conselhão, com defesa negando relação comercial.

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quarta-feira (25) que mira um esquema de lavagem de dinheiro com fraudes no sistema financeiro e ligações com facções criminosas, como o Comando Vermelho. O alvo é Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor, que também integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável do governo Lula, o chamado Conselhão. Rubini tem mandato no Conselhão até março de 2027, conforme o Diário Oficial da União.

A ação envolve busca e apreensão, bem como quebra de sigilos bancário e fiscal. A operação também apura possíveis vínculos com instituições financeiras, incluindo a Caixa Econômica Federal. As fraudes sob investigação podem superar 500 milhões de reais, segundo informações oficiais repassadas à imprensa.

Rubini era sócio do CEO do Fictor, Rafael Góis. A empresa confirmou à reportagem que Góis foi alvo de mandados de busca na residência e que emitiria posicionamento assim que tivesse acesso aos autos do processo.

Conexões políticas e indicações

Circulam informações sobre a indicação de Rubini ao Conselhão ter sido resultado de uma indicação de Fábio Luís da Silva, o Lulinha. A defesa de Lulinha enviou nota à Gazeta do Povo afirmando conhecimento mútuo entre Lulinha e Rubini, mas negando relações comerciais entre eles.

O jornal Folha de S Paulo afirmou, citando fontes ouvidas, que Lulinha atuou como assessor da Fictor, o que a defesa também negou.

Nota de defesa

A defesa de Lulinha encaminhou uma nota, na íntegra, negando relação comercial com Rubini e afirmação de que não houve apresentação a membros do governo ou participação na indicação de cargos. A nota também sustenta que Lulinha não tem poder de influência sobre órgãos governamentais.

Prisões e diligências

A PF cumpriu 21 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão, autorizados pela Justiça Federal de São Paulo. As ações ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o meio da manhã, pelo menos 14 pessoas haviam sido presas.

A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, com valor estimado de até 47 milhões de reais. Relatórios da operação indicam ainda apreensões de relógios de luxo, aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie.

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