- A ONU propôs um plano de emergência para Cuba, no valor de US$ 94,1 milhões, para manter serviços essenciais e salvar vidas.
- O plano busca facilitar o fornecimento de combustível e depende de soluções para importação com fins humanitários, em negociação com os Estados Unidos.
- O coordenador da ONU na ilha, Francisco Pichón, disse que a viabilidade depende do abastecimento de combustível e pode envolver colaboração com o setor não estatal.
- O plano amplia a resposta da ONU ao furacão Melissa, incorporando o impacto humanitário da crise de energia em Cuba.
- Cubanos enfrentam apagões que podem superar vinte horas; medidas de economia de combustível foram adotadas pelo governo cubano, enquanto o embargo de petróleo imposto por Donald Trump agravou a crise.
A ONU apresentou um plano de emergência para Cuba que prevê o fornecimento de combustível, como parte das negociações com os Estados Unidos sobre a autorização de importações para fins humanitários. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo coordenador da ONU na ilha, Francisco Pichón.
O plano tem valor estimado em 94,1 milhões de dólares e busca manter serviços essenciais em funcionamento para a população mais vulnerável, com o objetivo de evitar uma piora que possa colocar vidas em risco. Segundo Pichón, a viabilidade depende de soluções para o abastecimento de combustível e da obtenção de entrada de combustível para fins humanitários.
A ONU detalhou que o conjunto de ações inclui um modelo de rastreabilidade de combustível e a possibilidade de cooperação com o setor não estatal, para facilitar o acesso ao recurso. As propostas chegam no contexto de negociações com Washington, que tem alinhado uma flexibilização do embargo para setores específicos.
Contexto e desdobramentos
Pichón informou ainda que, no mês anterior, houve uma leve flexibilização do embargo americano voltada para o pequeno setor privado cubano, uma mudança que impacta o ambiente econômico local. O plano da ONU amplia a resposta ao furacão Melissa, ocorrido em outubro, para abarcar também os efeitos da crise energética sobre a população.
A situação atual aponta para longos apagões em várias regiões da ilha, com períodos de racionamento de combustível indicados pelas autoridades cubanas. O governo de Cuba, liderado pelo presidente Miguel Díaz-Canel, implementou medidas de emergência para economizar o recurso, ampliando controles e restrições.
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