- Meloni exigiu a demissão de dois altos cargos da Justiça e da ministra do Turismo, Daniela Santanchè, ligados a casos já nos tribunais.
- Andrea Delmastro e Giusi Bartolozzi apresentaram renúncia, enquanto Santanchè se recusa a sair e questiona publicamente a autoridade da premiê.
- Santanchè afirmou que estará no cargo amanhã; Meloni respondeu que espera a mesma linha de sensibilidade institucional da ministra.
- O episódio expõe uma crise inédita no governo e pode levar a uma moção de confiança contra Santanchè, lembrando o precedente de mil novecentos e noventa e cinco.
- A tensão envolve disputas entre governo e magistratura; oposição já prepara ação parlamentar, enquanto a gestão de Meloni enfrenta abalo de credibilidade.
O governo italiano viveu um momento de tensão nesta semana após a derrota em um referendo sobre a reforma da magistratura. Giorgia Meloni retirou cargos a dois membros do Judiciário, mas enfrentou resistência da ministra do Turismo, Daniela Santanchè, que se recusou a deixar o cargo.
Na prática, Andrea Delmastro, subsecretário da Justiça, e Giusi Bartolozzi, chefe de gabinete do Ministério da Justiça, apresentaram as demissões. A ministra Santanchè, porém, se negou a abandonar o posto, ampliando uma crise interna que já estremecia a base de apoio de Meloni.
O episódio ocorreu na sede do governo, Palazzo Chigi, em Roma, na tarde de terça-feira. A ministra Santanchè manteve posição pública de defesa de sua permanência, enquanto Meloni cobrava que a renúncia fosse seguida pela ministra do Turismo em linha com as mudanças desejadas.
Desdobramentos políticos
A oposição informou que apresentará uma moção de confiança contra Santanchè, o que pode exigir votos da própria base governista. O movimento marca um novo capítulo de turbulência para o governo, já abalado pela derrota no referendo e pelo surgimento de críticas internas.
Santanchè justificou a resistência com argumentos sobre a gravidade de seu caso e afirmou que não foi responsável pela derrota do referendo. A líder italiana, por sua vez, mantém a expectativa de alinhamento institucional, mas ainda não houve acordo público entre as partes.
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