- Lars Løkke Rasmussen, líder do Moderaterne, teve 14 cadeiras e pode ser o decisivo nas negociações de coalizão na Dinamarca.
- O partido dele não se alinha aos blocos de esquerda nem de direita, o que o coloca como formador de governo no centro.
- Rasmussen ajudou a acalmar as tensões entre Copenhague e Washington durante a crise da Groenlândia, após viagem aos EUA em janeiro.
- Embora não seja visto como provável primeiro-ministro, pode emergir com cargo ministerial importante e influência na composição do governo.
- O veterano político é conhecido por uma imagem de “homem do povo”; ele já revelou hábitos como fumar charuto e, em entrevista, mencionar que já escovou os dentes com sabão.
Lars Løkke Rasmussen, veterano da política dinamarquesa, pode determinar a coalizão após as eleições. O ex-primeiro ministro tem seu partido Moderaterne com foco central no centro, não alinhado a blocos de esquerda ou direita. O resultado devolve ao político posição-chave no processo de formação de governo.
Durante a campanha, Rasmussen cultivou a imagem de homem do povo, mantendo o hábito de fumar cachimbo. Em Washington, no início do ano, ele participou de encontros com o vice-presidente e o secretário de Estado, contribuindo para acalmar tensões entre Dinamarca e os Estados Unidos em torno da crise da Groenlândia.
Seu partido conquistou 14 cadeiras nas eleições de terça-feira, pouco abaixo dos parceiros de coalizão anteriores. Ao recusar a política de blocos, Rasmussen se tornou o árbitro decisivo para quem obterá apoio em um acordo de governo, mesmo não sendo inevitavelmente premiado com a cadeira de premiê.
O papel do Moderaterne na coalizão
Fontes acadêmicas indicam que nenhum governo pode ser formado sem a sua aprovação tácita. O cientista político Rune Stubager alerta sobre a disposição de Rasmussen em exigir uma coalizão centrada, caso as demais formações discordem. O cenário financeiro e diplomático dinamarquês permanece em negociação.
A influência externa de Rasmussen
A trajetória internacional do líder inclui viagens e encontros com líderes estrangeiros, associadas à percepção de moderar posições de Groenlândia e questões de segurança regional. Analistas ressaltam que, ainda que não seja provável, Rasmussen pode assumir outra posição ministerial de peso caso as negociações avancem.
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