- Pauline Hanson afirmou que One Nation quer trabalhar com Liberais e Nationals — inclusive em acordos de preferências — para derrotar o Labor e pode oferecer apoio a um governo de coalizão minoritária no futuro.
- No entanto, ela descartou formar uma coalizão oficial, dizendo que não aceitará um arrangement em que seja limitada em suas falas ou ações.
- Em termos regionais, a disputa ganhou força na eleição estadual da Austrália do Sul, com One Nation podendo vencer até quatro distritos considerados seguros do Liberais (Ngadjuri, MacKillop, Narungga e Hammond).
- O Liberal federal, Angus Taylor, reforçou que One Nation não é aliada e criticou a recusa do partido de fazer preferências em SA; Liberais ao menos indicaram que preferências a One Nation ficaram comprometidas naquela adesão.
- Hanson ressaltou que One Nation já trocou preferências com a coalizão em 2025 federal e com o Litz em 2024, e garantiu que oferecerá suporte de confiança a um governo de coalizão minoritária, sem participação formal.
Pauline Hanson, líder do One Nation, afirmou que o partido pode trabalhar com Liberais e Nacionais, inclusive em acordos de preferências, para derrotar o Labor. No entanto, descartou a formação de uma coalizão formal, dizendo que não aceitaria ser toldada sobre o que pode falar ou fazer. A declaração ocorre em meio a debates sobre o papel da sigla de direita no cenário federal.
A aproximação busca frear a ascensão de One Nation no eleitorado conservador, que tem pressionado Liberais e Nacionais. A tendência já ficou clara nas eleições estaduais de Adelaide, em que o partido quase ganhou assentos tradicionalmente seguros do Liberal Party. A liderança de SA aponta para uma reorganização da direita, com impacto potencial em maio de eleições federais.
Ao longo da semana, Analistas indicaram que o governo federal deve revisar a agenda de Hanson para evitar desmoronamento semelhante em âmbito nacional. O líder oposicionista Angus Taylor enfatizou, em reuniões fechadas, a necessidade de manter distância de One Nation sem agressividade com seus eleitores. O recado é claro para a coalizão.
Paralelamente, liberais sinalizaram que a parceria com One Nation não é automática, citando a decisão do partido em SA de não aceitar um acordo de preferências com eles. A disputa interna entre Liberais e Nacionais envolve estratégias para equilibrar o apoio popular sem ampliar conflitos no espectro político.
Hanson afirmou que o One Nation pode realizar acordos de preferência no futuro, lembrando experiências anteriores, como colaborações com a coalização em Queensland e nos pleitos federais de 2025. A parlamentar acrescentou que o partido pode sustentar um governo minoritário, sem compartilhar o governo de forma oficial.
O primeiro teste federal para esse posicionamento chega com a eleição suplementar de Farrer, marcada para 9 de maio. O pleito envolve quatro candidatos e a influência das preferências pode decidir a vitória entre os favoritos, incluindo o One Nation e a candidata independente Milthorpe.
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