- Governo e caminhoneiros chegaram a um acordo nesta quarta-feira (25) para adiar a possibilidade de greve, após reunião no Palácio do Planalto, que tratou do piso mínimo do frete e da medida provisória do setor.
- O compromisso é manter o texto original da medida provisória no Congresso, sem mudanças, e continuar o diálogo com a categoria.
- A mobilização não foi oficialmente anunciada, mas há possibilidade de pressão política continuada durante a tramitação da MP.
- O governo anunciou reforço na fiscalização do mercado de combustíveis com a atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Polícia Federal, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e dos Procons estaduais.
- A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) detalhou medidas de controle, como fiscalização eletrônica e cruzamento de dados, com sanções mais severas a empresas que descumprem o piso do frete.
Foi fechado nesta quarta-feira (25) um acordo entre o governo federal e lideranças de caminhoneiros para adiar a possibilidade de uma nova greve nacional. O entendimento ocorreu no Palácio do Planalto, com foco no piso mínimo do frete e na continuidade da medida provisória do setor. O objetivo é evitar paralisações enquanto há tramitação da MP no Congresso.
O acordo não assegura o fim da tensão. Representantes da categoria sinalizaram que a mobilização pode retornar conforme o andamento da MP, mas o momento é de manter o diálogo e monitorar propostas no Legislativo. A expectativa é evitar novos impactos logísticos.
A reunião contou com a participação de autoridades do governo e de entidades como CNTA e CNTTL, além de sindicatos regionais. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, destacou o compromisso com o texto da MP no Congresso.
Segundo o sindicalista Luciano Santos de Carvalho, do Sindicam Santos, o entendimento afasta a greve no curto prazo, mas preserva a pressão institucional. Ele afirmou que a disputa agora ocorre no Congresso Nacional.
Medidas de fiscalização e controles
O governo anunciou reforço na fiscalização do mercado de combustíveis para evitar abusos que elevem custos dos caminhoneiros, com a atuação da ANP, PF, Senacon e Procons estaduais. A prioridade é conter práticas que impactem o diesel.
A ANTT detalhou novas medidas de controle, incluindo fiscalização eletrônica e cruzamento de dados para garantir o cumprimento do piso. Empresas que desrespeitarem as regras poderão sofrer sanções mais duras, incluindo suspensão cautelar e perda de registro em reincidência.
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