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Extrema direita do continente pode sofrer com o efeito Trump

França vê RN perder em cidades-chave; centrismo avança e o bloqueio à direita radical ganha sinais de fraqueza na Europa

Socialist Party MP Emmanuel Gregoire, who has been elected Paris mayor.
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  • O Rassemblement National (RN) não é invencível: nas eleições locais na França, o partido ampliou sua presença em cidades pequenas, mas falhou em cidades-chave do sul como Marseille, Toulon e Nîmes.
  • Em Paris e Lyon, o centro-esquerda mostrou força ao vencer sem o apoio da La France Insoumise, evidenciando margens de manobra para alianças moderadas.
  • Nice foi vencida pelo RN, mas de forma indireta, já que a vitória ocorreu através do aliado Éric Ciotti; em território mais expressivo, o bloco republicano/centro-direita não garantiu vitórias similares.
  • A perspectiva para as eleições presidenciais de 2027 permanece incerta: um eventual triunfo do RN dependeria de alianças únicas entre centro, centro-direita e esquerda moderada, além de consolidar candidaturas únicas.
  • Sinais de cansaço da direita populista na Europa aparecem: derrota de Meloni na Itália, vitória estreita da centro-esquerda na Dinamarca e avanços de forças de centro-esquerda em outros países, sugerindo headwinds para o espectro radical.

O RN francês não é invencível. Em menos de um ano para as eleições presidenciais, as eleições locais da França apontam que o partido não domina por completo, apesar de ampliar sua atuação em cidades pequenas e médias.

O Rassemblement National reconhece a vitória em Nice, mas perde em Marseille, Toulon e Nîmes. Em Paris e Lyon, o centro-esquerda venceu com coalizões moderadas, mostrando fragilidades do alinhamento do RN com eleitores mais centristas.

A vitória em Nice ocorreu por meio de um aliado, Éric Ciotti, em uma disputa entre dois rivais da direita. Em cidades grandes, no entanto, o RN não consolidou espaço desejado, sinalizando limites para o desempenho em nível nacional.

No conjunto, o RN passou a governar cerca de 60 cidades aqui acima de 3.500 habitantes, sete vezes mais do que em 2020. Mesmo assim, o mapa indica que o bloco de centro-direita e centro-esquerda ainda pode frear a frente ultranacionalista.

Em Paris, o PS, aliado a moderados de esquerda, mostrou que é possível vencer sem o apoio da legenda radical La France Insoumise. Já a LFI, isolada pela maioria do espectro, conquistou vitórias simbólicas em Roubaix.

A leitura é que o RN pode ter enfrentado um obstáculo perceptível, sem que isso condene o desempenho em 2027. Para isso, as forças tradicionais precisarão coordenação e uma candidatura única.

Entre os que disputam com maior peso, o bloco entre centro e centro-direita busca consolidar uma candidatura única. Edouard Philippe, reeleito em Le Havre, aparece como favorito em cenários de coalização.

Na Europa, a tendência de espaço para a esquerda moderada cresce em países como Dinamarca, onde o bloco de centro-esquerda teve o maior resultado em 120 anos. O governo de Mette Frederiksen pode seguir à frente.

Na Itália, Giorgia Meloni encerrou uma consulta popular com derrota expressiva em questões judiciais, em plebiscito que atinge o eleitorado jovem e reduz o impulso do governo sobre reformas.

Na Eslovênia, o centro-esquerda Golob venceu por um voto, ultrapassando o adversário de direita Janša, em cenário de reconfiguração do mapa político regional. Em Hungria, Orbán parece ameaçado pela conjuntura.

O fim de semana também trouxe sinais de que o “trump splash” pode estar freando o impulso da direita europeia. A derrota de Meloni no referendo e as tendências em outros países indicam ajustes de estratégia.

Para analistas, o desafio à esquerda é atrair eleitores radicais sem afastar moderados. Do outro lado, centristas e conservadores precisam alinhar candidaturas para conter o avanço da frente ultranacionalista.

Foi observado que a coalizão entre centro e centro-direita em várias cidades pode, no papel, frear o avanço do RN em 2027. A próxima eleição presidencial continua sendo um teste decisivo para o curso político da França.

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