- Recomenda-se limitar doações de britânicos no exterior a entre £ 100 mil e £ 300 mil por ano.
- Doações em criptomoeda devem ser temporariamente banidas.
- Medidas visam evitar interferência estrangeira na política britânica e facilitar maior rastreabilidade.
- Reforma UK poderia ser impactada, pois já recebeu cerca de £ 12 milhões no último ano de financiadores externos.
- O relatório cita riscos de influência de Estados hostis e até de aliados, como possíveis fluxos financeiros não transparentes.
O governo britânico pediu uma revisão sobre financiamento político, sugerindo a proibição temporária de doações em criptomoedas e o estabelecimento de um teto para contribuições de britânicos no exterior, entre 100 mil e 300 mil libras por ano.
O relatório, conduzido por Philip Rycroft, ex-secretário permanente do Home Office, aponta riscos de interferência estrangeira em política britânica e a dificuldade de rastrear doações vindo de fora do Reino Unido.
Segundo as propostas, a captação de recursos de residentes no exterior também seria revista devido à assimetria fiscal entre contribuintes locais e estrangeiros, com o intervalo recomendado entre 100 mil e 300 mil libras anuais.
Rycroft argumenta que doações de fora do país demandam mais controle, citando a possibilidade de influência de estados hostis, como Rússia, China e Irã, e a necessidade de maior transparência no financiamento político.
O relatório também ressalta preocupações sobre a influência de atores de aliados, citando, de forma ilustrativa, a ideia de financiar política britânica explorada por figuras de altas fortunas no exterior.
Reforma UK, que tem recebido doações relevantes de investidores baseados no exterior, pode sofrer impacto com as novas regras, caso adotadas pelo governo com base no documento.
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