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Da América Latina e mulher: quadro de candidatas ao secretário-geral da ONU

Com Chile retirando apoio, disputa pela Secretaria Geral da ONU ganha pista latino-americana e potencial histórico de uma mulher no cargo, sob veto de EUA e China

Michelle Bachelet durante la conmemoración del 50.º aniversario del golpe militar.
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  • Chile retirou o apoio à candidatura de Michelle Bachelet à Secretaria Geral da ONU, colocando a disputa entre cinco candidatos, incluindo três mulheres.
  • Entre as candidatas latino-americanas estão Michelle Bachelet, Rebeca Grynspan (Costa Rica) e Virginia Gamba (Argentina); os outros dois são Rafael Grossi (Argentina) e Macky Sall (Senegal).
  • A eleição segue a norma de rotação geográfica e de gênero, com a possibilidade de uma mulher ocupar o cargo pela primeira vez, embora haja oposição de potências como China e Estados Unidos.
  • O prazo oficial para apresentação de candidaturas vence em primeiro de abril; a designação deve ocorrer no terceiro trimestre de 2026, para um mandato de 2027 a 2031.
  • O contexto ressalta tensões entre multilateralismo e unilateralismo, com a ONU enfrentando desafios de representação e financeira sob influência de Washington.

Diante da corrida pela Secretaria Geral da ONU, Chile retirou o apoio à candidatura de Michelle Bachelet, abrindo espaço para a disputa entre cinco candidatos. A decisão coloca a ex-presidenta do Chile no centro do debate, com foco na sucessão de Antonio Guterres. A notícia chega em meio a tensões globais, incluindo a ofensiva de guerra em Oriente Próximo, que ofusca o processo multilateral.

A retirada ocorreu nesta terça-feira, após o governo chileno argumentar que a dispersão de candidaturas na América Latina tornaria inviável o apoio a Bachelet. O anúncio ocorreu pouco após o anúncio formal das candidaturas. O desgaste político no Chile influenciou o posicionamento do governo.

Cinco nomes disputam a vaga: Michelle Bachelet, Rebeca Grynspan, Virginia Gamba, Rafael Grossi e Macky Sall. Três são mulheres, o que aumenta a probabilidade de uma liderança feminina na ONU, pela primeira vez na história. O equilíbrio geográfico também pesa na escolha.

A candidatura de Grossi é apoiada oficialmente pela Argentina, enquanto o Chile não respalda publicamente nenhum concorrente. Grynspan tem apoio de Costa Rica, e Gamba representa Maldivas. Sall representa a África, completando o eixo regional.

A motivação de Chile para retirar o apoio envolve a chamada “dispersão” de candidaturas latino-americanas. A chancelaria indicou que, com várias candidaturas, a postulação de Bachelet seria inviável diante do Conselho de Segurança. As negociações seguem nos bastidores.

Bachelet, aos 74 anos, tem apoio de várias alianças, e sua experiência na ONU é citada como vantagem. No entanto, enfrenta resistência de potências com poder de veto no Security Council, o que complica a viabilização de sua candidatura.

A presença de Bachelet na ONU Mulheres e o histórico de defesa de direitos humanos marcaram o perfil da candidata. Contudo, críticos norte-americanos e chineses já manifestaram reservas, o que pode influenciar a etapa final do processo.

Na prática, o Conselho de Segurança deve recomendar formalmente um candidato à Assembleia Geral, que por sua vez escolherá o novo secretário. O mecanismo segue a rotação geográfica prevista pela norma de cotas por continentes.

Elas e eles estão sob escrutínio público desde o anúncio de candidaturas, em especial pela linha de diversas políticas externas. O mandato do futuro secretário geral terá início em 2027, com vigência de cinco anos.

O prazo para apresentar candidaturas vence em 1º de abril. A escolha final está prevista para o terceiro trimestre de 2026, período em que o organismo multilateral busca um líder para enfrentar desafios financeiros e de representação.

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