- Deputada Duda Salabert classifica como “absurdo” o silêncio do Congresso sobre o caso em que a Polícia de Pernambuco exibiu fotos dela e de Erika Hilton como suspeitas de roubo de celular.
- Ela pediu uma manifestação do presidente da Câmara, Hugo Motta, e afirmou que o silêncio não é coincidência, criticando a falta de solidariedade da Casa.
- Salabert sustenta que usar imagens das únicas parlamentares trans no Congresso para esse tipo de suspeita é transfobia e pode colocar inocentes em risco.
- A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, pediu desculpas formais e se comprometeu a investigar o caso e responsabilizar os envolvidos.
- Ela defende que o Congresso fiscalize a aplicação da lei e sugere educação como resposta, promovendo formação dos policiais para respeitar dignidade e diversidade.
Duda Salabert reclama silêncio do Congresso após divulgação de foto de parlamentares trans como suspeitas de crime. A deputada federal pelo PDT-MG classificou o episódio como absurdo e pediu manifestação do presidente da Câmara, Hugo Motta, diante da exposição de imagens de Erika Hilton (PSOL-SP) e dela pela Polícia Civil de Pernambuco. O caso ocorreu em contexto de investigações de roubo de celular.
Segundo a deputada, a escolha das duas únicas parlamentares trans do Congresso para integrar um álbum de suspeitos não foi mera coincidência. Ela acusou a casa de faltar solidariedade e cobrou posicionamento público do Parlamento, afirmando que, se fosse envolvendo deputados, o movimento seria diferente.
Duda afirmou ainda que a forma como as imagens foram utilizadas demonstra falhas no andamento das investigações e expõe riscos de injustiça. O episódio, na avaliação da parlamentar, também revela transfobia e representa um ataque a direitos humanos, ao associar identidades trans a delitos.
Sobre a atuação do governo de Pernambuco, a deputada informou ter recebido um pedido formal de desculpas da governadora Raquel Lyra, que se mostrou envergonhada e se comprometeu a apurar o caso e responsabilizar os envolvidos. A comunicação ocorreu em contato telefônico.
A deputada pediu que o Congresso fiscalize a aplicação da lei e defendeu medidas educativas como resposta ao episódio. Ela destacou que o objetivo é evitar abusos na seleção de suspeitos e promover o respeito à dignidade e à diversidade.
Observa-se, ainda, a necessidade de mudanças nos procedimentos policiais para evitar repetições. A parlamentar ressaltou que não haverá ação judicial contra a Polícia Civil de Pernambuco, mas defendeu propostas educacionais entre agentes de segurança para conscientização sobre direitos humanos.
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