- Austrália não divulgou o número de chineses que chegaram ao país de barco desde 2024, afirmando que divulgar a cifra pode prejudicar relações bilaterais.
- A polícia da Indonésia aponta um aumento de tentativas de chineses de organizar viagens de barco para a Austrália, em diferentes regiões do país.
- Casos destacados incluem quatro chineses presos em Kupang (província de East Nusa Tenggara) em 2025, que teriam comprado um barco por US$ 3.500; e uma nova tentativa em janeiro de 2026 envolvendo três chineses em Kupang.
- Em fevereiro de 2026, sete estrangeiros — incluindo quatro chineses — foram encontrados em Masidae Beach, na região de Rote Ndao, com o barco interceptado pela guarda australiana e devolvido a águas da Indonésia.
- Além disso, a imigração de DKI Jakarta Ocidental prendeu, em 12 de janeiro, uma quadrilha de contrabando de pessoas, com dois chineses e um tailandês, que falsificavam documentos e cobram cerca de US$ 12.500 por pessoa.
O governo australiano não divulgou o número de cidadãos chineses que chegaram por via marítima desde 2024, afirmando que a divulgação poderia prejudicar relações bilaterais. A informação foi solicitada pelo Guardian Australia via pedido de liberdade de informação.
Polícia de Indonésia relatou um padrão crescente de tentativas de chineses de organizar viagens de barcos para chegar à Austrália a partir de Kupang, capital de East Nusa Tenggara. A prática é vista como alternativa à rota ilegal conhecida como zouxian.
Entre 2025 e 2026, autoridades indonésias registraram recentes detenções de cidadãos chineses envolvidos em planos de viagem marítima. Em Kupang, quatro chineses teriam comprado uma lancha por cerca de US$ 3.500 e tentaram a primeira saída em junho de 2025.
Em outras ocorrências, policiais de East Nusa Tenggara encontraram grupos com barcos prontos para partir e turistas chineses hospedados em hotéis que planejavam a travessia. Em fevereiro de 2026, três chineses foram localizados em Oliana Beach tentando partir clandestinamente.
Na região de Rote Ndao, também em East Nusa Tenggara, sete estrangeiros foram encontrados em uma lancha em Masidae Beach. Quatro eram chineses e a embarcação foi interceptada antes de alcançar águas australianas.
As autoridades locais afirmam que o caso envolve redes de contrabando de pessoas e que a embarcação teria partido de Indonesia em 11 de fevereiro, chegando às águas australianas em 19 de fevereiro, mas foi interceptada pela guarda australiana e devolvida às águas indonésias.
Polícia de Rote Ndao informou que houve reunião com o órgão consular chinês para discutir a recorrência de esse tipo de tentativa e reforçar ações de prevenção contra o tráfico de pessoas.
Outras ações de fiscalização ocorreram em West Jakarta, onde a imigração divulgou a operação de uma rede criminosa de passagem de pessoas para a Austrália. Dois chineses e um thai foram presos, com a organização supostamente falsificando documentos de identidade.
A operação australiana ocorreu em meio a campanhas de endurecimento de fronteiras. Autoridades australianas não confirmaram números, citando riscos para cooperação internacional em investigações futuras.
Autoridades indonésias ressaltam a cooperação com a China para evitar que cidadãos caiam em redes de tráfico. Em resposta, Guardian Australia pediu revisão da decisão do governo australiano de não tornar público o número de chegadas por barco.
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