- Austrália, por meio da ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, afirmou que apoia a soberania do Líbano e não quer a ocupação do sul do Líbano por Israel.
- Wong reiterou condenação ao Irã e a preocupação com o conflito no estreito de Hormuz, em conversa com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar.
- Israel planeja manter controle de pontes e da zona de segurança até o rio Litani, conforme revelado pelo governo de Netanyahu; Hezbollah continua ataca Israel.
- Wong pediu que australianos no Líbano deixem o país se for seguro, informou que cerca de 15 mil cidadãos australianos vivem no Líbano e mais de 8 mil já retornaram desde o início do conflito.
- Austrália anunciou mais 5 milhões de dólares em ajuda humanitária para civis no Líbano e as autoridades continuam em diálogo com Israel sobre várias questões, incluindo sanções a ministros israelenses e a situação na Ramallah.
Pelo menos três parágrafos iniciais apresentam o eixo da notícia. A ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Penny Wong, conversou com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, para reafirmar o apoio australiano à soberania do Líbano e o não interesse de ver o sul do país ocupado por Israel. A declaração ocorre após o governo de Netanyahu anunciar planos de um “buffer defensivo” contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã.
Wong reiterou a condenação ao Irã pela escalada no estreito de Hormuz e destacou a preocupação com o conflito em curso na região. Em diálogo em terça-feira à noite, a australiana enfatizou que a ocupação de território libanês não é aceita e que a resolução do conflito passa pela dissuasão de ataques do Hezbollah e pelo desarmamento conforme acordos anteriores.
Austrália anunciou, na sequência, ajuda adicional de 5 milhões de dólares para civis no Líbano, com foco em mulheres e crianças afetadas pelo conflito. O governo australiano também orienta cidadãos australianos no Líbano a deixarem o país, se houver segurança para tanto. Estima-se que 15 mil australianos vivam no Líbano, com mais de 8 mil expatriados já retornando desde o início do conflito.
Perspectivas e tensões regionais
Sa’ar informou a Wong sobre ataques com mísseis, rockets e drones contra Israel vindos do Líbano, destacando que Israel atua para defender comunidades e cidadãos. O ministro israelense citou dificuldades no norte do país e criticou a postura do governo libanês em conter o Hezbollah. O tema envolve ainda o estado de relações entre Austrália e Israel, com discussões sobre sanções a ministros israelenses e o impacto das medidas sobre a diplomacia regional.
Outro eixo abordado foi a situação nos territórios ocupados. A conversa mencionou violações, violência de assentados e mudanças legais ocorridas em território da Cisjordânia, com efeitos sobre a governança local e sobre as relações entre Israel e a Autoridade Palestina. A comunicação entre os governos manteve o foco na estabilidade regional e na contenção de ações que agravem o conflito.
Austrália mantém posição de defesa da soberania libanesa em meio a tensões entre Israel, Hezbollah e Irã. O governo de Albanese segue buscando caminhos de cooperação com Israel, incluindo diálogos sobre retorno de diplomatas e apoio humanitário direcionado a civis terceiros. O desdobramento sugere continuidade de debates diplomáticos envolvendo aliados ocidentais e atores regionais.
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