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TSE forma maioria pela inelegibilidade de Cláudio Castro

TSE forma maioria pela inelegibilidade de Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar, após apuração de esquema de contratações irregulares pelo Ceperj e pela Uerj

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) – Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP
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  • O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para tornar inelegíveis o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e o deputado Rodrigo Bacellar.
  • Votaram pela condenação os ministros Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha; Kassio Nunes Marques pediu arquivamento.
  • O caso envolve suspeitas de contratações irregulares por meio do Ceperj e da Uerj, ligadas a um esquema de cabos eleitorais.
  • A apuração do Ministério Público apontou saques de dinheiro vivo de até 248 milhões de reais; Bacellar e Castro foram absolvidos pelo TRE-RJ em 2024, mas o MP recorreu.
  • O julgamento ocorreu um dia após a renúncia de Castro ao cargo de governador, buscando evitar a perda imediata do mandato e manter a eleição indireta pela Alerj.

O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria nesta terça-feira 24 para tornar inelegíveis o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente afastado da Alerj. A decisão envolve a acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Participaram da votação os ministros Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha, que votaram pela condenação dos dois políticos. Kassio Nunes Marques foi o único a se manifestar pelo arquivamento do caso.

O litígio tem como pano de fundo suspeitas de um esquema de contratações irregulares de cabos eleitorais via Ceperj e pela Uerj. A apuração envolve denúncias de que milhares de trabalhadores teriam sido contratados de forma irregular para a campanha.

Um levantamento do Ministério Público Eleitoral aponta saques em dinheiro vivo em agências bancárias, totalizando 248 milhões de reais, conforme o inquérito. Bacellar e Castro haviam sido absolvidos pelo TRE-RJ em 2024, mas o MP recorreu ao TSE.

A decisão do TSE ocorre um dia após a renúncia de Castro ao cargo de governador, medida adotada para tentar evitar a perda imediata do mandato por decisão judicial e manter a sucessão estadual por eleição indireta na Alerj.

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