- Trump mudou de postura, de ameaça a busca por diplomacia, anunciando conversas com uma figura iraniana misteriosa e prolongando o ultimato em cinco dias.
- Países vizinhos e aliados tentam mediar o conflito: Turquia, Egito e Paquistão procuram aproximar EUA e Irã.
- Enviados americanos, como Steve Witkoff e Jared Kushner, estão em contato com o interlocutor iraniano, cuja identidade tem sido atribuída a diferentes figuras; o presidente do Parlamento, Mohamed Bagher Qalibaf, negou ser o mediador.
- O governo trabalha com um borrador de 15 pontos, no formato similar ao acordo com Gaza, incluindo a promessa de Irã não possuir armas nucleares; o documento já foi entregue aos mediadores em Teerã.
- Os custos da guerra sobem e os mercados permanecem nervosos, com avaliações de que a escalada poderia impactar a economia e influenciar as eleições de meio mandato nos Estados Unidos.
Donald Trump recuou de uma ofensiva contra a infraestrutura iraniana e passou a buscar vias diplomáticas, com contatos preliminares via intermediários com uma figura política iraniana ainda não identificada publicamente.
A mudança foi anunciada após pressão de aliados do Golfo e nervosismo nos mercados. O estreito de Ormuz continua fechado, dificultando o comércio e aumentando a pressão sobre Washington.
Várias frentes tentam aproximar Teerã e Washington. Turquia, Egito e Paquistão atuam como facilitadores, enquanto autoridades paquistanesas relataram conversas entre seus líderes e Trump, e entre o premier paquistanês e o presidente iraniano.
Em Washington, o vicepresidente se reuniu com o premier israelense para discutir componentes de um possível acordo. Enviados dos EUA mantêm comunicação constante desde o fim de semana, segundo relatos de veículos de imprensa.
Segundo fontes, o interlocutor iraniano pode ser o presidente do Parlamento, Mohamed Bagher Qalibaf, embora o próprio dirigente tenha negado qualquer papel público nas negociações. A Casa Branca não confirmou a identidade.
Dentro do governo americano, analistas avaliam que o cenário atual é de contatos exploratórios, com resultados ainda incertos. Especialistas destacam que nenhuma parte consegue mover a posição da outra no momento.
Entre avaliações de custo e risco, o Pentágono pediu ao Congresso um aporte de 200 bilhões de dólares para financiar a operação militar, caso haja retaliação. Especialistas calculam custos diários crescentes conforme a crise se alonga.
O presidente Trump mencionou uma proposta de 15 pontos, semelhante a um acordo anterior com Gaza, contendo cláusulas como não haver armas nucleares. O draft foi entregue aos mediadores para Teerã, segundo veículos norte-americanos.
Analistas lembram que Irã ainda comanda o estreito de Ormuz tem forte poder de barganha. Recentemente, Washington anunciou o alívio parcial de algumas sanções ao petróleo iraniano, o que pode influenciar as negociações.
Para ex-secretário de Defesa, Jim Mattis, o cenário permanece de impasse: não há opções claras para mover as partes, e um confronto direto parece provável caso a diplomacia não produza resultados em breve.
Especialistas ressaltam que a busca por uma saída rápida evita maiores custos políticos para Trump, que enfrenta ceticismo interno e pressão de aliados da região sobre consequências econômicas e estratégicas.
Entre na conversa da comunidade