- Trump chamou o voto por correspondência de “fraude por correspondência” durante evento em Memphis, Tennessee, dias depois de votar por correio.
- Ele votou por correspondência no pleito especial do distrito 87 da Câmara, que inclui o clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
- O presidente apoiou o candidato republicano Jon Maples, que enfrenta a democrata Emily Gregory.
- A Casa Branca declarou que a decisão de votar por correio de Trump foi “uma non story” e citou exceções previstas pela Lei SAVE America Act.
- Especialistas eleitorais avaliam que ataques à votação por correio podem minar a confiança no processo, apesar de existirem verificações locais para mitigar fraudes.
Donald Trump voltou a atacar o voto por correspondência, classificando a prática como fraude durante um evento em Memphis, no Tennessee, poucos dias após ele ter registrado um voto pelo correio. Em participação a uma discussão sobre a atuação de combate ao crime da sua gestão, o presidente afirmou que o voto por correspondência facilita fraudes.
Conforme registros eleitorais da Flórida, Trump votou por correspondência na eleição especial para a Câmara dos Representantes no distrito 87, que inclui o resort Mar-a-Lago. Ele apoiou o candidato republicano Jon Maples, que compete contra a democrata Emily Gregory. O voto ocorreu mesmo com o presidente mantendo residência em Palm Beach.
O histórico do estado mostra que a votação antecipada presencial estava disponível em Palm Beach até o final do último domingo. O presidente tem repetidamente criticado o voto por correspondência, alegando fraude de forma persistente e defendendo medidas restritivas ao acesso ao voto.
Contexto e desdobramentos
A fala de Trump coincide com pressão para aprovar no Senado um projeto de lei que restringe a votação por correspondência, exigindo comprovação de cidadania para novos eleitores e outras medidas. O movimento também defende alterações que limitariam as exceções ao voto por correspondência.
Em resposta, a assessoria de imprensa da Casa Branca afirmou que o projeto SAVE America Act traz exceções para casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagem, mas sinalizou a oposição à votação universal por correspondência. A avaliação é de que o presidente está vinculado a residir prioritariamente na Casa Branca, apesar de manter participação eleitoral na Flórida.
Especialistas eleitorais destacam que ataques ao voto por correspondência podem abalar a confiança no processo democrático, mesmo diante de controles locais para mitigar fraudes. Eles ressaltam que a prática já conta com mecanismos de checagem amplos em diferentes níveis de governo.
No histórico público, Trump já votou por correspondência em pleitos anteriores, inclusive durante a fase de pré-candidaturas à eleição presidencial de 2020, quando alegou sem evidência que democratas buscavam fraudar o pleito pela via postal.
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