- Planos de 15 pontos apresentados por Donald Trump são considerados uma reedição de proposta de 2025, usada como base em negociações que ocorreram no final de maio de 2025.
- As negociações de 2025 terminaram com o colapso após ataques aéreos israelenses ao programa nuclear do Irã; desde então houve novas rodadas de conversa em 2026.
- Diplomatas próximos às negociações dizem não acreditar em um documento radicalmente novo, e afirmam que, se houver uma nova versão, ainda não foi apresentada aos iranianos nem teve aceitação.
- O Irã acusa Trump de tentar acalmar os mercados antes da abertura, enquanto o governo americano pediu mais tempo para ver se haveria progresso com “15 pontos de acordo”.
- Entre os pontos de 2025 estavam restrições ao uso de dinheiro liberado por sanções, fim de sanções nucleares específicas, envio de estoques de urânio para fora do Irã e desativação de centrífugas, além da criação de um consórcio regional de enriquecimento.
Trump apresenta uma nova leitura de um plano de 15 pontos para manter negociações com a Iran, segundo diplomatas, mas a proposta parece baseada no documento original da gestão anterior, de meados de 2025. A percepção é de que o conteúdo não diverge muito do que já fora apresentado.
Fontes próximas às tratativas indicam que o plano atual pode ter sido refeito na essência, sem a chancela iraniana, e sua divulgação ocorre em um contexto de tensão com o Irã. A imprensa acompanha se o conteúdo representa avanço real ou apenas posicionamento público.
O que se sabe é que, em maio de 2025, o governo dos EUA descreveu o conjunto de propostas como um rascunho unilateral. Entre as exigências estavam restrições ao uso de recursos liberados por sanções e a desativação de urânio e centrífugas, com supervisão da ONU.
Paralelamente, o Irã acusa o governo americano de buscar acalmar os mercados antes da abertura, ao anunciar atraso de ataques à infraestrutura energética por cinco dias para avaliar avanços. O governo iraniano nega conversas diretas de alto nível até o momento.
Contexto e desdobramentos
Diplomatas próximos às negociações comentam que mudanças significativas no tema nuclear podem não ter ocorrido. Mesmo que exista um novo rascunho, ainda não foi apresentado aos iranianos nem existe acordo com Teerã.
O acordo de 2025 previa, entre outros pontos, o desvio de estoques de urânio, a desativação de instalações de enriquecimento e a criação de um consórcio regional de enriquecimento com participação de países da região. Não ficou claro se essas medidas seriam mantidas.
Acordos de segurança regional aparecem como ponto sensível. Teerã teria interesse em garantias de não agressão e em que a presença de forças estrangeiras no Golfo seja limitada a missões de defesa. A discussão sobre liberdade de navegação no estreito de Hormuz também está na pauta.
Reações internacionais
O encontro de ministros das Relações Exteriores do G7, em Paris, deve abordar o tema da intervenção militar e as diferentes posições entre EUA e aliados. Espera-se que França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão reforcem a necessidade de uma via diplomática e de cessar-fogo antes de qualquer ação militar.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, participa das conversas, que incluem also a possibilidade de participação de outras figuras. Pequenas diferenças entre aliados aparecem enquanto o tempo de avaliação de uma nova estratégia segue em curso.
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