- MPs acusam X, TikTok e Meta de espalhar desinformação sobre o Irã e permitir deepfakes políticos que podem influenciar eleições.
- A audiência no comitê de ciência, inovação e tecnologia mostrou frustração com as ações das big techs, consideradas insuficientes.
- TikTok foi questionado sobre vídeos que supostamente instruíam o uso da Grok AI para nudificar meninas, apesar de a plataforma negar pornografia, nudidade e assédio.
- X foi acusado de não agir após vídeo falso circulado no ano passado envolvendo o próprio deputado Freeman; a plataforma afirmou ser politicamente neutra, o que foi contestado pelo chair do comitê.
- A sessão ocorreu durante consulta pública sobre mudanças na lei de acesso de menores às redes, com propostas que vão desde restrições de idade até curfews e limites de tempo.
Os MPs acusaram as gigantes das redes sociais de promovem desinformação sobre o Irã e de permitir deepfakes políticos que possam influenciar eleições. Em uma audiência parlamentar tensa, foram discutidas ações de X, TikTok e Meta para combater danos online, com críticas à eficácia dessas medidas.
Os parlamentares alegaram complacência das plataformas diante de conteúdos danosos, citando casos de desinformação, uso de IA para representar pessoas de forma inadequada e relatos de contenção insuficiente de conteúdos de extremismo. A sessão revelou discordâncias entre os representantes das empresas e o comitê técnico sobre responsabilidade e velocidade de resposta.
Entre as críticas, destacaram-se preocupações com a manipulação de eleições e a propagação de conteúdos que violam normas de segurança de menores. Técnicos e políticos destacaram a necessidade de mudanças regulatórias rápidas caso as plataformas não apresentem progressos significativos nos próximos meses.
Medidas e respostas das plataformas
Alistair Law, da TikTok, afirmou que a plataforma proíbe pornografia, nudez e assédio, enquanto a atuação prática foi questionada pelos deputados, que disseram ter encontrado exemplos de uso de IA para modificar imagens de meninas.
Wifredo Fernández, da X, defendeu a neutralidade política da plataforma, mas os deputados citaram pesquisas que apontam viés e apoio recente a figuras de direita. A comissão pediu comprovação de atuação efetiva e transparência em relatórios.
Freddie van Mierlo, MP, questionou a atuação de X após a circulação de um vídeo manipulado envolvendo políticos, sem registro de providências imediatas. Em resposta, Fernández informou que as equipes seriam consultadas para verificar ações.
Contexto regulatório e impactos
A audiência ocorre em meio a um amplo debate público sobre mudanças legais para acesso de crianças às redes, considerando restrições de idade, horários de uso e limites de tempo. Há também propostas para criminalizar a apropriação indevida de identidade.
Lauren Sullivan, MP, apresentou resultados de um experimento envolvendo contas de 13 anos em Meta, com conteúdos violentos e misóginos. A resposta de Meta apontou que o tema será avaliado com seriedade pelas equipes competentes.
A presidente da comissão, Chi Onwurah, ressaltou que haveria impactos de desinformação em eleições e eventos de violência, citando casos recentes envolvendo Irã. A recomendação foi apresentar progressos mensuráveis em meses, sob pena de novas leis para proteger cidadãos.
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